O outro episódio que abalou a estrutura de apoio político do governador José Reinaldo Tavares foi protagonizado pelo deputado federal Ribamar Alves, irritado com o que chamou de "projeto pessoal" do gerente Metropolitano, Ricardo Murad para tentar se tornar prefeito de São Luís. Em carta aberta distribuída à imprensa, Alves anunciou que estava deixando a base de apoio do Executivo para fortalecer o PSB e, digamos assim, tentar impedir o projeto do gerente de sair candidato a prefeito pelo partido. O deputado socialista disse ainda que seus companheiros de partido foram desprezados, observando que o PSB não participa do governo do Estado e muito menos da gerência Metropolitana.
Na carta, Ribamar Alves lembra que o candidato do partido ao governo do Estado, Ricardo Murad, retirou aação que tramitava no Superior Tribunal Eleitoral, que culminou com a anulação de seus votos e a vitória, em primeiro turno, de José Reinaldo com menos de 50% dos votos válidos. Segundo ele, a retirada foi feita após uma consulta a vários integrantes da executiva estadual, que apoiaram a decisão que levou o PSB a integrar a base aliada do governo e, consequentemente a ida de Ricardo Murad para a gerência Metropolitana.
Ao aceitar a gerência, argumenta Alves, o PSB aproveitaria para mostrar sua vocação administrativa e atuaria como espelho, onde o Maranhão iria mirar-se no que o partido faria por São Luís. No entanto, diz na carta, "após todos esses meses, o que vimos foi unicamente o projeto pessoal de Ricardo Murad, de torna-se prefeito de São Luís, ser posto em prática. O PSB não participa do governo e muito menos da gerência Metropolitana. Os companheiros estão desprezados. A atitude solidária do PSB não foi reconhecida". Alves citou ainda outros exemplos para justificar a decisão de deixar a base aliada do governo, da qual efetivamente não participou, para reforçar a base do PSB.