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Fonte: Edição 95 - 16 de Agosto/2003
Publicada em: 16 de agosto de 2003
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Hotéis em crise

O turismo em São Luís viaja na contra-mão da propagan da oficial do governo do Estado. Enquanto o governo promove dezenas de atividades e aplica volumosas verbas na divulgação das atrações turísticas do Estado que, digamos assim, acaba atraindo turistas, mas os principais hotéis desconhecem onde visitantes estão hospedados.

É o caso, por exemplo, do Panorama Palace Hotel que depois de anos lutando para manter suas portas abertas, fechou definitivamente por falta de hóspedes. Recentemente, a crise obrigou os donos do Hotel São Francisco e do Vila Rica, dois tradicionais hotéis de São Luís, a fecharem suas portas. Os donos não admitem que o negócio escorreu pelo ralo da crise, alegando que pretendem trocar de ramo. É, pode ser.

Agora, é a vez do Hotel Araçagy, anexo ao clube do mesmo nome, que foi colocado à venda, depois de enfrentar uma grave crise que obrigou o empreendimento a fechar a contabilidade no vermelho os últimos meses. O interessante é que o hotel teria sido construído com o dinheiro dos sócios do complexo Araçagy, cuja direção não dá qualquer satisfação e sequer realiza assembléia para decidir sobre os destinos do clube.

Outros hotéis de menor porte também estariam enfrentando o tormento financeiro causado pela falta de hóspede. O negócio agora é descobrir o misterioso destino dos turistas que visitam São Luís.

Queda livre

O gerente de Qualidade de Vida, Abdon Murad, não resistiu às pressões que vinha sofrendo desde que foi nomeado pelo governador José Reinaldo Tavares e cai na última semana.

A então toda poderoso GQV, sob comando de Murad, era responsável por todo o sistema de saúde do Estado. Com os acordos políticos para abrigar aliados do governo no poder, a gerência foi fatiada com os novos auxiliares, Remi Trinta e Ricardo Murad, que ficou com o gerenciamento dos hospitais da Grande São Luis e Alcântara.

As pressões aumentaram após a reeleição do ex-gerente para o Conselho Regional de Medicina e Abdon abandonou o barco, após passar vários meses sem fazer a barba para que Zé Reinaldo vencer a eleição.

Coordenação

O deputado federal César Bandeira foi convidado pelo governador José Reinaldo Tavares para ser o novo secretário de Coordenação Política do governo do Estado. Com isso, o PMDB perde uma vaga no governo e o PFL emplaca mais um auxiliar.

Com a saída de Bandeira, o suplente de deputado Albérico Filho assume a cadeira de titular na Câmara dos Deputados.

Polêmica

O deputado Alberto Franco, que tenta fundar o diretório estadual do Prona, acaba de se envolver mais uma polêmica. O parlamentar tucano apresentou projeto sugerindo a colocação de tropas do Exército nas ruas de São Luís, para auxiliar a Polícia Militar no combate a onda de criminalidade. O comando da PM reagiu, argumentando que policiamento preventivo é obrigação do Estado e serviço da Polícia Militar.

Corrida

A corrida pela prefeitura de São Luís, embora ainda faltem quase 12 meses, começa a definir os contornos dos potenciais candidatos pela cadeira número um do Executivo Municipal.

Com a entrada em cena da senadora Roseana Sarney, que admitiu entrar na disputa, a sucessão municipal deverá ficar entre a ex-governadora, o deputado João Castelo e o prefeito Tadeu Palácio, que pretende disputar a reeleição. Evidentemente, existe no momento quase uma dezena de pré-candidatos, alguns com densidade eleitoral razoável que podem até decolar durante a campanha, mas dificilmente capazes de chegar ao segundo turno.

Os contornos, porém, só serão definidos no futuro, principalmente porque existe a possibilidade da formação de uma dobradinha PSDB-PDT que uniria o prefeito Tadeu Palácio ao deputado João Castelo, faltando definir quem deverá ser o cabeça de chapa.

Liderança?

O gerente regional de Caxias, Fause Simão, acusado de propineiro em dossiê encaminhado ao governador José Reinaldo Tavares, atropela no próprio orgulho quando se autointitula como a terceira maior liderança do município, embora não tenha conquistado votos para ultrapassar o mandato de vereador.

Sem qualquer demonstração de força política em Caxias, até hoje ele não respondeu ao dossiê e diz que seu compromisso maior é com o leste maranhense, embora efetivamente nada tenha feito para contribuir para o desenvolvimento da região onde faz política. O que evidência que Simão é líder dele mesmo.

Licença

A senadora Roseana Sarney poderá solicitar, durante o mês de setembro, licença médica para tratamento de saúde por um prazo superior a 30 dias. A licença seria uma forma de permanecer mais tempo em São Luís, a fim de iniciar sua campanha eleitoral na disputa pela prefeitura de São Luís, no próximo ano.


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Inclusão: 22/07/2005