Discutir e construir um modelo de gestão para as Casas da Agricultura Familiar instaladas no Maranhão. Este é o objetivo da oficina que foi realizada durante pela gerência da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (Geagro) e pelo Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA) em São Luís.
As Casas da Agricultura Familiar (CAF's) foram concebidas como uma extensão das agências bancárias oficiais para financiamento de linhas de crédito ao pequeno produtor. Posteriormente, o governador José Reinaldo Tavares ampliou as funções da Casa para dar apoio ao agricultor familiar em todo o seu processo produtivo.
Atualmente, 16 Casas da Agricultura Familiar estão em funcionamento em todo o Estado. No ano passado, mais de 20 mil produtores foram atendidos em todas elas.
REFORMA - De acordo com a gerente da Agricultura, Conceição Andrade, com a recente reforma administrativa do governo do Estado, foi criada a subgerência das Casas da Agricultura Familiar, que faz parte da estrutura organizacional da Geagro. A subgerência tem como função, planejar, acompanhar e avaliar as ações realizadas pelas Casas.
Para a gerente, a prioridade é encontrar um modelo de gestão para o funcionamento da casa e dos serviços que presta: "Precisamos construir uma política para a casa, pois o modelo, a simbologia do plano de agricultura do governo do Maranhão é a Casa da Agricultura Familiar", avaliou.
O modelo de gestão em discussão para a Casa da Agricultura Familiar é o desenvolvimento sustentável local rural. Esta visão vai além da oferta de assistência técnica e extensão ao pequeno produtor, transformando os técnicos das CAF's em agentes do desenvolvimento local em suas regiões.
A oficina tem a participação do IICA (que mantém um acordo de cooperação técnica com a Geagro) através dos consultores Aureliano Matos e Ribamar Furtado. Este último possui livros publicados sobre metodologias de assistência técnica rural.
MÉTODOS - Para Aureliano Matos, além da definição do modelo de gestão técnica, administrativa e financeira, é preciso estabelecer uma metodologia de ação, um modelo de operacionalização das casas. "Essa é a oportunidade do Estado de estabelecer uma estratégia de trabalho e a minha motivação como consultor é enfrentar esse desafio", completou.
A oficina também está debatendo um conceito de CAF, a sua realidade atual, o perfil de seus funcionários e a necessidade de um trabalho conjunto com a coordenação das gerências regionais e com as próprias gerências.
Segundo Ribamar Furtado, a concepção das casas é um catalizador do desenvolvimento sustentável local rural, promovendo fomento, capacitação e pesquisa: "A Casa da Agricultura é uma agência de desenvolvimento sustentável. Ela não está substituindo a antiga Emater. A Casa da Agricultura do Maranhão vai além da assistência técnica", ressaltou Furtado.
Para o subgerente de Coordenação das Casas da Agricultura Familiar, Paulo Roberto Lopes, a casa precisa ser um instrumento interiorizado de apoio ao pequeno produtor: "Antes, o que importava era o planejamento do produto. Hoje, a atenção está focada no planejamento do agricultor familiar em sua pequena atividade produtiva diversificada".
Além da gerente da Agricultura, do gerente adjunto, João Batista Fernandes e do subgerente de Coordenação da Casa da Agricultura Familiar e dos consultores do IICA, participam também dos debates, o subgerente do Núcleo de Estadual de Programas Especiais (Nepe), Antônio Gualhardo, o diretor da Agência de Defesa Agropecuária (Aged), Sebastião Anchieta, da Agência de Desenvolvimento da Pesca e Aqüicultura (Adepaq), Mercial Arruda, do presidente do Iterma, Raimundo Branco, engenheiros, técnicos e consultores da Geagro. Também fazem parte da oficina representantes da Geplan, Auditoria e Controladoria do Estado e da gerência de Desenvolvimento Social (GDS).