O governador José Reinaldo Tavares e o presidente da Companhia de Águas e Esgotos do Maranhão (Caema), Ronaldo Braga, assinaram dia 1º deste, a ordem de serviço das obras de implantação de uma nova rede de distribuição no centro de São Luís. De acordo com o documento, as empresas que irão substituir a rede também serão responsáveis pela recuperação do asfaltou ou do calçamento, a fim de não causar transtornos à população e deixar ruas e avenidas esburacadas.
A substituição de parte da tubulação que constitui a rede de distribuição de água de todo o centro da cidade vai garantir um melhor abastecimento de água para a população de São Luís. O limite da área de intervenção compreende a Av. Beira Mar, Rua das Cajazeiras, Magalhães de Almeida, Jaime Tavares, Caminho da Boiada, Av. Alexandre Moura e Rua Celso Magalhães. Os recursos são provenientes do governo do Estado e a obra terá início nos próximos dias.
A atual rede de água do centro foi implantada em meados do século passado e está obsoleto. Ao todo, 38 mil e 184 metros de redestronco, com diâmetros compreendidos entre 150mm e 500mm e, 25 mil e 196 metros de redes secundárias, com diâmetros compreendidos entre 50mm e 100mm.
Os serviços vão garantir para a Caema uma grande economia nas despesas com manutenção da rede, melhoramento e faturamento da companhia. As redes antigas prejudicam, não só o abastecimento, devido ao avançado estado de deteriorização nas tabulações, como a própria operação e manutenção, principalmente nas mais antigas, em cimento amianto. Mais de quatro mil ligações, entre comerciais, públicas e domiciliares, serão beneficiadas. A obra está estimada em R$ 4 milhões.
Os trabalhos estão previstos para serem realizados em 15 meses. A obra não vai contemplar a área tombada do Centro Histórico, porque lá já foi executada a substituição da rede de água, durante a implantação do Projeto Reviver.
Os centros de reservação que abastecem o centro consistem nos reservatórios existentes, o R-1, localizado na Rua Grande, com capacidade para 7.500 m³, e o R-2 localizado na Rua São Pantaleão, com capacidade para 1.000m³. Estes reservatórios são alimentados pelo Sistema Sacavém.
Para não causar transtornos para a população a obra vai ser executada em etapas. Para isso, o projeto dividiu o centro em 12 setores. O objetivo desse planejamento é evitar maiores prejuízos ao tráfego de veículos e ao fluxo de pedestres. Nas ruas onde predominam prédios comerciais, as obras serão realizadas à noite, enquanto nos locais que possuem maior número de residências, as obras serão executadas durante o dia. Outra preocupação da empresa será com os pavimentos antigos e históricos que existem ao longo de todo o centro de São Luís. Se for necessário, a Caema disponibilizará uma consultoria para evitar danos ao Patrimônio.
Para tanto, segundo o presidente da Caema, Ronaldo Braga, antes de todas as intervenções os locais serão fotografados e, provavelmente, filmados, a fim de garantir que as obras de recuperação após as intervenções sejam fielmente reproduzidos.