Produtores de diversos municípios maranhenses estão sendo mobilizados, informados e qualificados, através de seminários e oficinas promovidas pelo Consórcio Intermunicipal de Produção e Abastecimento (Cinpra), para produção organizada, coleta e beneficiamentos de plantas medicinais, visando o mercado nacional e internacional.
Este mês (dia 7) foi realizada o Seminário de Sensibilização de Produtores de Plantas Medicinais da Ilha de São Luís, no Hotel Skina, reunindo agricultores familiares de diversas comunidades da zona rural de São Luís.
Os Seminários de Mobilização e Informação, bem como as Oficinas de Capacitação (desenvolvidas em três etapas), integram o conjunto de ações do Projeto Plantas Medicinais que o Cinpra-São Luís lançou, ano passado. O objetivo maior desse trabalho - que conta, ainda, com o apoio da Ocema - é a criação de Rede de Cidades Maranhenses Produtoras de Plantas Medicinais para Exportação, como explicou o secretário-executivo do Consórcio de Produção, Léo Costa. "Há um mercado em potencial, no Brasil e na Europa. E o Maranhão é um produtor natural de plantas medicinais. Sempre tem alguém, nas cidades, zonas urbana ou rural, trabalhando com planta medicinais. E o Consórcio de Produção está apostando nesse tipo de produção, incentivando os agricultores familiares que já trabalham com esses produtos, capacitando- os, aumento de sua renda e melhoria da sua qualidade de vida", frisou o secretário.
De acordo como os consultores do Projeto Plantas Medicinais do Cinpra, Gilson Holanda Lopes e Theresa Santana, os municípios que aderiram ao projeto, interessados em participar dessa "Rede de Cidades" foram: Arari, Balsas, Barra do Corda, Coroatá, Cachoeira Grande, Chapadinha, Cururupu, Humberto de Campos, Icatu, Imperatriz, Jenipapo dos Vieira, Paço do Lumiar, Poção de Pedras, Santa Rita, São Luís, Timon, Viana, Zé Doca, Parnarama, Matões, Coelho Neto, Duque Bacelar e São João do Sóter.
Para viabilização desse projeto, o Consórcio de Produção da região de São Luís já estabeleceu parcerias com Embrapa Amazônia Oriental (sede em Belém-PA), Universidade Federal do Maranhão e Fundação Lyndolpho Silva (Brasília-DF), visando à capacitação dos produtores e transferência de tecnologia. Também foi feita a seleção de plantas medicinais com ocorrência permanente no estado para cultivo, preparo de produtos e comercialização.
"Estamos num processo de mobilização e sensibilização dos produtores, nos municípios que aderiram ao projeto, para o cultivo, coleta e processamento de plantas medicinais, condimentares e aromáticas, com vistas a serem comercializadas, nesse primeiro momento, na Grande São Paulo, que é um mercado em potencial, e, em breve, para paises da Europa, como a Itália, que tem grande interesse por produtos medicinais e naturais como um todo", acentua o professor Gilson Holanda.
Os municípios onde os trabalhos estão mais avançados são: Sito Novo, Santa Rita, Humberto de Campos, Chapadinha, Barrerinhas, Urbano Santos e São Benedito do Rio Preto, além da própria capital maranhense.