Para o deputado João Evangelista (PFL) o nome de Milhomem foi indicado pelo governador e o grupo do PFL acatou. Arnaldo Melo (PFL) considerou válido o acordo e entendeu que a base aliada (que dá sustentação ao governo) não sofreu qualquer abalo. Depois de colocar-se como instrumento importante na mudança ocorrida no comando da AL o deputado descartou, em princípio, qualquer investigação sobre a administração anterior (liderada pelo reeleito deputado Manoel Ribeiro).
Joaquim Haickel disse que não houve vitória pessoal de ninguém: "Quem venceu foi a democracia; quem venceu foi o povo do Maranhão". No entendimento da deputada Graça Paz, pertencente ao grupo político liderado pelo ex-prefeito Jackson Lago, alvo de pesadas críticas do deputado Milhomem, sua escolha deuse por causa da alternância do poder que o nome do parlamentar representou. Ela considerou que votou de acordo com a vontade do povo maranhense.
O marido de Graça Paz, Clodomir Paz (disputou a presidência e perdeu para Manoel Ribeiro quando exercia o mandato), considerou a alternância natural. Disse que mudanças significam a busca de novas práticas, novos métodos de condução administrativa em qualquer poder. "O povo do Maranhão vinha exigindo essa mudança, entendendo que todos os parlamentares deve ter oportunidades iguais. Acredito que o deputado Manuel Ribeiro, em algum momento, entendeu essa possibilidade, que agora se concretizou".