O presidente da Federação dos Municípios do Maranhão, Hildo Rocha, afirmou que os municípios maranhenses não suportariam "pagar o salário mínimo de R$ 275 aprovado recentemente pelo Senado" e rejeitado pela Câmara.
Segundo ele, apenas os 20 maiores municípios (9,21%) dos 217 existentes no estado apresentam folga no caixa para assumir o reajuste proposto pelos senadores. "Quem sofreria mais, caso fosse confirmado o salário mínimo de R$ 275, seria a população dos municípios do Nordeste, porque os prefeitos seriam obrigados a demitir parte dos servidores", alertou Hildo Rocha, que é prefeito de Cantanhede.
O dirigente da Famem disse que a legislação eleitoral também poderá agravar o quadro porque a partir de 3 de julho os gestores não poderão demitir ou admitir servidores públicos.
Em Brasília, por 272 votos a 172, o governo conseguiu manter em R$ 260 o valor do salário-mínimo a partir de 1§ de maio, derrubando o relatório do deputado Rodrigo Maia (PFL-RJ) que tentava reajustar o mínimo para R$ 275. Com isso, a matéria segue para sanção presidencial.
O painel da Câmara registrou 448 presenças, maior do que na votação anterior, que foi de 439. Na primeira votação na Câmara, o governo venceu com vantagem de 99 votos. Desta vez, a diferença foi de 100 votos. No Senado, no entanto, perdera por 13 votos.