· Últimas Noticias
   · Edições
   · Expediente
   · Fale Conosco
   · Mapa do Site
   · CEP
   · Infrações
   · Licenciamento
   · Clima e Tempo
   · Links Úteis
   · CND - INSS
   · CND - Receita Federal
   · CNPJ - Situação
   · CRE - FGTS
   · CRF - FGTS
   · CRP - Previdência
Busca

Home » O Jornal » Edições » Edição 153 » Destaques

- PPS lança pré-candidato a prefeito de Cedral para romper com atraso


Publicada em: 30 de outubro de 2007
Ajustar Fonte: AAA

Para romper com as práticas políticas ultrapassadas, por grupos que estão no comando do poder a quase 40 anos, o terapeuta ocupacional filiado ao Partido Popular Socialista (PPS), Marcos Passinho, 34 anos, lançou sua pré-candidatura a prefeito do município de Cedral, localizado na região norte do Maranhão, distante 454 quilômetros de São Luís. “Somos a Cedral de cara nova”, diz o pré-candidato que conta com o apoio do vice-governador Luiz Carlos Porto e espera contar com o aval do governador Jackson Lago.

Marcos Passinho defende projetos de desenvolvimento sustentável e políticas públicas voltadas para jovens e idosos, dinamização da produção, incentivo à cultura, fortalecimento do turismo, educação e saúde. Ele destaca que o município vive um momento ímpar e defende que o atual “contexto é muito propício para o surgimento de novas lideranças, principalmente em decorrência da forma como se vinha fazendo política no município, sempre focada em dois grupos”. Principais trechos da entrevista do pré-candidato socialista.

Correio dos Municipios – Formado em terapia ocupacional, por que decidiu ingressar para a política partidária?

Marcos Passinho – Deu-se em conseqüência da ausência de políticas públicas em minha região. Ainda adolescente, troquei Cedral por São Luís em busca de formação profissional, mas sempre que retorno a minha cidade sinto que as carências são as mesmas das últimas décadas em decorrência do desgaste provocado por grupos privados, formado por políticos arcaicos, que não pensam no coletivo e sim em seus projetos pessoais e familiares.

CM - Quais os setores mais atingidos por estas práticas?

MP – São todos os setores. Quando se tem uma gestão publica como se fosse a minha casa, todos os setores sofrerão com isso. Na saúde, a única especialidade é clínico geral. Há ausência de serviços como pediatria, cardiologia, ortopedia e várias especialidades que estão fora do alcance da comunidade. Isso evidencia a necessidade de mudanças e só se faz mudança nesta área com pessoas que entendam de saúde. Se os gestores não entendem, deveriam contratar técnicos para comandar o setor, mas eles continuam agindo da mesma forma há várias décadas. Políticas públicas se faz com corpo técnico especializado e isso vale para todos os setores.

CM – Quais os outros setores que sofrem as mesmas conseqüências?

MP – O setor de produção é outro exemplo. A política voltada para a agricultura está caduca porque os gestores não se cercaram de técnicos qualificados para promover o desenvolvimento da produção. Então, diante destas necessidades, decidi entrar para a política partidária para mudar este quadro existente há 40 anos.

CM – Em Cedral seu nome surge como uma nova liderança para lutar contra grupos oligárquicos da política local. Como você recebe esta manifestação de parte da população?

MP – Uma liderança não nasce de uma hora para outra. Em Cedral a necessidade surgiu face ao desgaste das duas “lideranças” que tomaram o município como se fosse propriedade privada, e pior que isso é o empobrecimento que implantaram em grande parte da população. O atual contexto é muito propício para o surgimento de novas lideranças, principalmente em decorrência da forma como se vinha fazendo política no município, sempre focada em dois grupos. Daí surgiu a necessidade de alguém que pense junto com a coletividade, pois não devemos fazer política voltada para interesses pessoais, mas pensando no coletivo.

CM – Você se enquadra neste conceito de coletividade?

MP – Acredito nisso, porque o meu surgimento no quadro político dinamizou mais o processo democrático de Cedral e isso pensamos que é a coletividade tendo mais opções de alternância de poder.

CM – Quando você se filiou ao PPS foi pensando na idéia de lançar seu nome como pré-candidato a prefeito de Cedral?

MP – Não resta dúvida porque existe a necessidade de lançar uma candidatura apoiada por um grupo independente, que não esteja atrelado as duas vertentes que vêm se revezando no comando do poder e pretendem controlar o município por tempo indeterminado. Por isso senti a necessidade de lançar meu nome como pré-candidato independente, que pense diferente e não esteja compromissado com políticos tradicionais.

CM – Você está em busca de novos apoios?

MP – Sim. Nós estamos procurando o apoio daqueles que tiveram suas liberdades de expressão e foram tolhidos durante toda a vida política de Cedral. A nossa candidatura será a opção daqueles que estão desejosos de ver Cedral mudar de cara, daqueles que sonham com um líder democrático. Estamos voltados para aqueles que querem independência e também daqueles que não tiveram oportunidade e forças para dar o grito de independência política.

CM – E por que a sua filiação ao PPS?

MP – Porque é um partido que diante de toda a lama que inunda os círculos partidários do país, o PPS é independente, tem quadros éticos, além de ser um bom partido. Nós também contamos com o apoio de várias pessoas de outros partidos que acreditam em nosso projeto para mudar a realidade de Cedral, que está abandonada.

CM – Quem apoio sua iniciativa dentro do partido e fora dele?

MP – Dentro do PPS contamos com o estímulo do vice-governador Luiz Carlos Porto, uma pessoa desprovida de qualquer sentimento de interesses pessoais, bem como lideranças políticas do PSB, PHS e consequentemente do governador Jackson Lago, que pensa na mudança estrutural da política maranhense, principalmente para erradicar de uma vez por toda com as oligarquias. E acreditamos que essa é também a hora de Cedral mudar de cara.

CM – Em que áreas específicas e que projetos serão desenvolvidos?

MP – Em áreas pouco exploradas e com potencial de desenvolvimento reconhecido. Podemos citar, por exemplo, o potencial turístico de Cedral que deve ser explorado com uma macrovisão para gerar emprego e renda. Temos ainda a agricultura, que precisa de técnicos capacitados e assistência conjunta entre a prefeitura e sindicato, para que os pequenos agricultores tenham maiores resultado, e com isso aquecer o comercio, gerando uma economia formal.

CM – Cedral também conta com um rico potencial pesqueiro.

MP – A pesca é uma fonte de fortalecimento da economia, mas enfrenta problemas organizacionais. Essas dificuldades serão superadas a partir do momento em que organizarmos os pescadores por cooperativas para terem maior poder, agregar ao mercado peixe outros mercados, (verduras e legumes) em forma de parceria, para melhoria da qualidade de vida, de forma que gere mudanças na economia local. É preciso acabar com a presença dos atravessadores que encarecem nosso principal produto e empobrece o pescador.

CM – Quais as políticas públicas do pré-candidato que tem os jovens como público-alvo?

MP – Ao longo das últimas gestões os jovens foram abandonados porque os gestores não tinham o espírito de juventude. Com isso, foram relegados ao plano inferior o incentivo à educação, esporte, capacitações profissionais. Se não incentivarmos os jovens teremos um grade numero de pais de família com rendas abaixo do necessário para o bem-estar psíquico e social.

CM – E para os idosos?

MP – Vamos desenvolver projetos para a valorização da terceira idade com a criação de um centro de atendimento aos idosos com médicos, atividades de lazer e outros especialistas para atender aos idosos.

CM – Quais os seus planos para valorização da cultura?

MP – Incentivar os potenciais culturais locais e viabilizar recursos para aprimorar e incentivar as tradições da cidade, o que deixará de ser uma responsabilidade única da prefeitura a partir do momento que despertar em cada cidadão de Cedral o amor pela sua terra; teatro, artesanato, música e outros.

CM – Como sua pré-candidatura foi recebida pelos eleitores de Cedral?

MP – Tenho sido recebido de forma muito agradável, sem sentimentos de rejeição, porque nós representamos a Cedral de cara nova com projetos sustentáveis. Esta aceitação inicial veio da necessidade de mudanças estruturais na política local para acompanhar as mudanças que estão sendo feitas no Maranhão.


Imprimir esta páginaEnvie esta página para um amigo Ir para o Topo
Links Patrocinados


© 2005 - 2006 Correio dos Municípios Ltda.
Rua Graça Aranha, 92 - Centro - 99626-850 - São Luís - MA
WEZ

Inclusão: 30/10/2007 - Alteração: 31/10/2007