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- Exportação confirma potencial do Maranhão


Publicada em: 30 de outubro de 2007
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A potencialidade de produção de etanol no Maranhão foi consolidada com a primeira exportação de 4,5 milhões de litros do combustível para os Estados Unidos. Essa primeira exportação deve-se ao fato do estado ter 10 milhões de hectares de áreas agricultáveis, o que corresponde a 30% do território.

As áreas passíveis para cultivo de cana-de-açúcar, matéria-prima do etanol, descontadas as protegidas e de reserva legal (80% para Amazônia Legal e 20% para as demais), podem chegar a 1,2 milhões de hectares de áreas com alta aptidão agrícola, segundo estudos da Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz” (Esalq).

O potencial de produção de etanol no Maranhão é de 2 bilhões de litros, o que coloca o Estado em uma posição de destaque com o equivalente a 13% da produção nacional. Apesar da demanda interna pelo produto ser insuficiente, já que o Estado possui apenas 0,5% da frota de automóveis flex power do país, atualmente o principal destino do combustível, para os demais mercados estão abertas grandes possibilidades ancoradas na localização estratégica e na infra-estrutura de transporte e logística do estado.

DEMANDA - Isso tudo aliado às oportunidades de crescimento da demanda por etanol tanto no Brasil quanto em outros países. Diante da pressão cada vez maior pela substituição de petróleo por combustível verde ou renovável, em função do aquecimento global, o Brasil pode se tornar o maior produtor de etanol do mundo, à frente dos Estados Unidos e da China. Com crescimento da demanda, as exportações do Maranhão darão um salto significativo, uma vez que a maior parte da produção de etanol será destinada a outros países.

Para o secretário de Indústria e Comércio, Júlio Noronha a agroindústria começa a ganhar fôlego no interior do estado, já que o combustível desse carregamento foi produzido pela empresa TG Agroindustrial, em Aldeias Altas. “Esta primeira exportação demonstra a capacidade empreendedora do empresariado local, pois uma empresa instalada em Aldeias Altas com uma logística integrada a produção, viabilizou o transporte mais barato para atingir o mercado consumidor da América do Norte”, comentou o secretário.


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Inclusão: 30/10/2007