O governador Jackson Lago está sendo vítima de uma injustiça que a própria Justiça irá corrigir, pois as denúncias contra o governante são baseadas em deduções", disse o prefeito de Buriticupu, Antônio Marcos de Oliveira, o Primo. Ele salientou que Jackson Lago tem uma longa vida pública de passado limpo e está sendo vítima de uma manobra surgida durante as Operação Navalha da Polícia Federal para investigar o pagamento de propinas e desvio de recursos federais comandado pela Construtora Gautama.
O prefeito Primo se disse surpreso porque com pouco mais de 120 dias em que Jackson Lago assumiu o governo, surge um escândalo supostamente envolvendo seu nome, provocado por denúncias sem a existência de provas sobre pagamento de propinas. "Este caso está sendo investigado pela Polícia Federal e o Ministério Público para clarear a injustiça que estão fazendo com o governador ao tentarem envolvê-lo nessas acusações", sentenciou.
DELITO - Ele acredita que Jackson Lago e o ex-governador José Reinaldo Tavares foram envolvidos numa armação política tramada por seus adversários que ainda não desceram do palanque. "Como dois homens públicos de respeito não cometeram qualquer delito, mas foram envolvidos numa trama de desvio de recursos públicos por aqueles que tentam armar o golpe e provocar um terceiro turno", disse.
Primo acredita que as ramificações em diversos Estados da Construtora Gautama não deverão comprometer a governabilidade do Maranhão, embora os donos da empresa contem com fortes apoios políticos no plano federal. "A empresa se instalou no Maranhão com o apoio da família Sarney quando Roseana comandava o Estado", lembrou.
BATERIA - Na opinião do prefeito Primo, o sistema de comunicação da família Sarney desde o inicio da administração Jackson Lago vem tentando desestabilizar o governo. Depois do escândalo da Gautama ele acredita que as baterias dos adversários políticos do governador serão voltadas contra os prefeitos que apoiaram o governo.
Lembrou ainda o processo que tramita na Justiça Eleitoral para tentar cassar o mandato do governador, eleito pela vontade soberana do povo. Para ele, o processo não tem consistência jurídica e é apenas mais uma forma de perseguir e tentar atrapalhar o governo e os maranhenses.
Antônio Primo disse que a ampla maioria da população de Buriticupu apoiou Jackson Lago porque o povo desejava mudanças, tanta que ocorreu uma grande inversão de votos no segundo turno em beneficio do governador do Estado.