O presidente da Assembléia Legislativa, deputado João Evangelista (PSDB), reuniu-se com representantes da Associação de Amigos do Ecomuseu Sítio do Físico e com entidades civis e comunitárias que compõem o Grupo de Trabalho Interinstitucional em prol da Reserva da Biosfera Bacanga-Itaqui (GTI-RBBI). O objetivo foi discutir a situação fundiária e ambiental do Parque Estadual do Bacanga.
Os ambientalistas denunciaram o descaso e o abandono do Parque e criticaram a gestão da Secretaria Estadual de Meio Ambiente (Sema). Eles afirmaram que recursos da Compensação Ambiental (R$ 400 mil) foram liberados para uma ONG "aliada", "fabricando" mais um "Plano de Manejo desnecessário" que se sobrepõe a outros dois já existentes.
"O Parque do Bacanga necessita urgentemente de ações preventivas da própria Sema e de uma política de educação ambiental, em conjunto com o Batalhão Ambiental da Polícia Militar, para coibir a degradação", disse o coordenador da Associação, João Batista Brussulo Júnior.
Ele ressaltou que é urgente coibir invasões, retirar invasores dos mananciais de água potável da Caema (Lago do Batatã), organizar aceiros e trilhas de acesso. Estabelecer o limite de ocupação para fluxo de visitantes e programas de ecoturismo, assim como integrar e interagir com a comunidade local, escolas e associações de bairro, também estão entre as ações defendidas pelo grupo. Eles defenderam ainda a instituição do Conselho de Gestão Compartilhada.