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- Deputados negociavam com cheques da prefeitura


Publicada em: 18 de abril de 2007
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Apesar as evidências de negociatas com os recursos da prefeitura de Presidente Vargas, o advogado da família do prefeito assassinado Carlos Sérgio, refutou a versão de que o prefeito Bertim teria sido morto por causa de dívidas, justificando que as transações financeiras do município eram feitas pelo empresário Josivan Pereira da Silva. Contudo, foram descobertos cheques da prefeitura de Presidente Vargas em poder do deputado Soliney Silva, que os teria recebido como pagamento de uma dívida do deputado Paulo Neto, ou seria referente a compra de um veículo para a prefeitura. Também foram registrados saques no fundo de previdência do município e a devolução de cheques oficiais no valor de R$ 100 mil de dívidas contraídas pelo prefeito de Presidente Vargas, Raimundo Bartolomeu Aguiar, o Bertim,

De acordo com o advogado Carlos César, a administração da prefeitura não era do prefeito Bertim. "Ele não tinha dinheiro algum. Não deixou nada pra família. Algumas coisas, que dizem que ele adquiriu, ele nem terminou de pagar. No dia do assassinato, ele não tinha R$ 8,00 pra pagar o lanche que fez na estrada". O advogado disse ainda que o prefeito não estava endividado, o que teria sido o motivo do crime. Para o advogado o prefeito não tinha dívidas com empresário do município, justificando que todas as dívidas do prefeito eram feitas com o irmão deputado estadual Paulo Neto, Josivan Pereira da Silva, que também tinha o controle financeiro de Presidente Vargas.

Carlos César revelou todos os carros que Bertim adquiriu pertenciam a Paulo Neto ou alguém ligado a ele, inclusive as dívidas de maior volume eram relacionadas ao deputado. "Não estou afirmando envolvimento de ninguém no crime, mas toda a vida financeira era preponderantemente relacionada a Paulo Neto e seu irmão, o Josa. Não acredito que Bertim devia a Paulo Neto, pois era o irmão do deputado quem controlava a vida financeira do prefeito. Ele poderia ter uma ou outra dívida, mas nada que poderia comprometer as finanças do município", contestou.

De acordo com o advogado Carlos Sérgio, existe a suspeita de que tenha desaparecido um grande volume de dinheiro das contas do fundo de previdência do município. Ele afirmou que o prefeito Bertim havia retirado cerca de R$ 100 mil para pagar os salários dos funcionários no final do ano. "Há suspeita que dinheiro do fundo de previdência do município teria desaparecido. Lá tinha um instituto próprio de previdência, mas o dinheiro não existia mais. Pode ter havido um saque maior, mas não foi feito pelo prefeito Bertim", disse o advogado.

Antes de ser morto, o prefeito trocou o contador do município, que antes era ligado ao irmão do deputado Paulo Neto. O prefeito teria detectado desvio no pagamento de funcionário de Presidente Vargas. Na folha de pagamento havia pessoas que não eram do município.


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Inclusão: 18/04/2007 - Alteração: 18/04/2007