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- Prefeito pede apoio dos governantes


Publicada em: 15 de janeiro de 2007
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Temeroso com a explosão demográfica que, inevitavelmente, deverá ocorrer em Estreito nos próximos meses, prefeito José Lopes Pereira - o Zeca Pereira, lançou um apelo às autoridades federais e estaduais. Com a construção da segunda maior usina hidrelétrica do mundo em sua cidade, ele assegura que os recursos municipais serão insuficientes para garantir a infra-estrutura necessária para absorver os impactos que serão gerados.

O prefeito Zeca Pereira conta que o Maranhão terá em seu território a segunda maior usina hidrelétrica do mundo, a ser construída este ano no leito do Rio Tocantins, em Estreito. Esta usina é maior e com mais capacidade que a de Itaipu, no Paraná, na divisa do Brasil com o Paraguai.

O projeto, de responsabilidade da Companhia Vale do Rio Doce (CVRD), Billington, Camargo Correia, Tactebel e Alcoa, que formam o Consórcio Estreito Energia (Ceste), com cooperação e apoio técnico do governo do Estado, deverá ter seus serviços iniciados em março, com previsão para se estender por mais dois anos.

PREOCUPAÇÃO - Apesar dos benefícios, Zeca Pereira diz que o projeto trará ao Estado, principalmente para Estreito, e ao país. Ao fazer o apelo, ele disse que existe muita preocupação para minimizar os impactos que serão causados durante a construção da usina.

O prefeito Zeca Pereira destaca que o governo municipal precisa dos apoio das autoridades porque, apenas com o anúncio do inicio das obras, a cidade começou a sofrer os primeiros impactos com a duplicação do número de habitantes atraídos pela geração de aproximadamente 25 mil empregos diretos e indiretos.

Ele estima que a população deve chegar, em curto prazo, a 60 mil habitantes e precisa preparar a cidade para receber o novo empreendimento.

Para suportar o impacto, Zeca Pereira disse que serão necessários a implantação de obras nos setores de infra-estrutura, saúde, educação, enfim todos os segmentos para atender a demanda que tende a crescer nos próximos meses. Porém, ressalta, que o município não dispõe dos recursos necessários para custear estas obras que precisam ser feitas com urgência.


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Inclusão: 15/01/2007