O Maranhão não tem mais dono. Somos um Estado livre”. A afirmação foi feita pelo governador do Maranhão, Jackson Lago (PDT) no discurso durante a cerimônia de posse na Assembléia Legislativa e a transmissão de faixa, na Praça Maria Aragão, onde cerca de oito mil pessoas estiveram presentes. O novo governador afirmou que a solenidade de posse é um símbolo da derrota da última oligarquia do país.
“Renascer de um novo ano traz consigo o ato inaugural de um outro Maranhão, que, ao exercitar a democracia, rompe barreiras que o condenavam ao atraso e a velhas práticas que o Brasil já havia afastado. Desejo um Maranhão contemporâneo do Brasil democrático”, afirmou o pedetista em discurso.
Já o governador que sai, José Reinaldo Tavares (PSB), que é considerado o principal articulador da eleição de Jackson, comentou em seu discurso de posse a dívida do Estado.
“Em 1994, a dívida estadual montava em pouco menos de R$ 1,2 bilhão. Quando assumi, recebi uma dívida de R$ 6 bilhões. Passei dois anos sem poder movimentar. Mas depois de uma reforma fiscal, conseguimos trabalhar nos dois últimos anos e investir R$ 900 milhões. Porém agora estou entregando os mesmos R$ 6 bilhões de dívidas que da forma com que foi negociada no governo anterior na melhor das hipóteses só termina em 2022”, afirmou Tavares.
Nas duas solenidades apenas três políticos discursaram: o próprio Jackson algo, o ex-governador José Reinaldo Tavares (PSB) e o presidente da Assembléia Legislativa, o tucano João Evangelista. Os três representam as três principais forças que trabalharam para derrotar a filha do senador José Sarney e ex-governadora, Roseana Sarney.
A posse de Jackson Lago significou um quebra histórica, há 16 anos somente governadores ligados ao PFL assumiam o governo do Maranhão - José Reinaldo só rompeu com o partido em 2005.