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- Jackson reafirma na posse que fará um governo plural


Publicada em: 15 de janeiro de 2007
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Em sessão solene histórica, realizada na Assembléia Legislativa, o novo governador do Maranhão, Jackson Lago (PDT), e o vice Luiz Carlos Porto (PPS), tomaram posse no dia 1º de janeiro, assinalando o início de um novo ciclo político, após 40 anos de domínio do grupo Sarney.

Diante de um plenário lotado, Jackson Lago prestou o juramento constitucional e reafirmou o compromisso de fazer um governo plural, voltado para a inclusão social e o desenvolvimento integrado do Estado. “Dirijo-me a todos para conclamar por uma participação efetiva na construção de um outro Maranhão que (...) precisa se realizar na superação do atraso e no fortalecimento de práticas democráticas”, declarou.

Eram 16h34 quando o presidente da Assembléia, deputado João Evangelista (PSDB), que dirigia a cerimônia, pronunciou a frase histórica: “Declaro empossado no cargo de governador do Maranhão, o senhor Jackson Keppler Lago”. Evangelista disse que a Assembléia está disposta a somar esforços com o novo governo para vencer as dificuldades impostas no caminho do desenvolvimento. “Temos que ter paciência, mas também muita determinação para levar os benefícios ao povo do Maranhão”.

Participaram da solenidade de posse o ex-governador José Reinaldo Tavares, o prefeito de São Luís, Tadeu Palácio, o presidente do Tribunal de Justiça, desembargador Galba Maranhão, o arcebispo de São Luís, Dom Belisário, dirigentes de instituições, deputados e integrantes da equipe do novo governo.

Num discurso sucinto, Jackson Lago prometeu fazer um governo com a participação de todas as forças políticas que o acompanharam durante a campanha eleitoral e até com as correntes adversárias. “Fui eleito por uma frente plural, mas o momento do palanque já se esgotou. Agora a pluralidade é maior ainda. Abrange aliados e adversários de ontem. Hoje sou o governador de todos os maranhenses”, proclamou.

VISÃO - E fez questão de, no final do discurso, deixar clara a concepção municipalista do seu governo. “O Maranhão que almejamos e que devemos construir só se efetivará com a participação integrada dos municípios. E é dentro de uma visão municipalista que governarei o Maranhão”.

Apesar de ter-se mantido em silêncio durante a cerimônia de posse, o ex-governador José Reinaldo foi lembrado por Jackson Lago e João Evangelista como o artífice da nova ordem política que começa a imperar no Estado.

Jackson destacou o papel emblemático do ex-governador na construção da frente política que redundou na vitória da oposição ao sarneísmo. “A história fez justiça à coragem cívica e grande sacrifício (de José Reinaldo) para que pudéssemos dar uma nova dimensão a este Estado”. Evangelista o classificou como “amigo da democracia e da liberdade do povo”.

O presidente da Assembléia aproveitou ainda para fazer um resumo da atuação do Legislativo durante a campanha eleitoral. Segundo ele, um dado positivo foi que os deputados souberam separar o jogo eleitoral do debate política, fazendo com que as questões de campanha ficassem fora do plenário.

Como exemplo positivo da atual Mesa Diretora, ele lembrou a aprovação da PEC que acabou com as verbas indenizatórias durante o período da convocação extraordinária da Assembléia. E, dirigindo-se ao novo governador, assegurou: “Se V. Exa. quiser convocar a Assembléia, extraordinariamente, para o exame de matérias necessárias e urgentes, saiba que todos os 42 deputados aqui estarão e não haverá custo para o erário (pela convocação)”.

MÁQUINA - Para dar as respostas que a população espera e recolocar o Maranhão no rumo do desenvolvimento, uma das primeiras medidas, adotada antes mesmo da posse do novo governo, foi a aprovação do projeto que reestrutura a máquina administrativa, reduzindo o tamanho do Estado. Foram extintos 20 órgãos, incluindo todas as gerências regionais e algumas secretarias.

A nova estrutura será movimentada por um orçamento que prevê receitas da ordem de R$ 5,4 bilhões em 2007. De acordo com o projeto de lei, aprovado pela Assembléia, o novo governador do Maranhão terá liberdade para movimentar, dentro da peça orçamentária, até 50% do total de recursos previstos.


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Inclusão: 15/01/2007 - Alteração: 15/01/2007