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- Seminário discute problemas do tabagismo


Publicada em: 30 de setembro de 2006
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Psiquiatras, usuários de tabaco, estudantes universitários da UFMA, Uniceuma e Cest participaram, no auditório do Hospital Nina Rodrigues, do seminário Combatendo o Tabagismo. Eles participam de oficinas nas quais organizaram painéis e abriram discussões sobre o tabagismo. O seminário apresentou o resultado do trabalho dessas oficinas e alertou para o risco que representa o consumo de cigarro.

O seminário foi promovido pelo Grupo Pró-Vida. Após a solenidade de abertura, todos assistiram a uma dramatização “Tabaco, o grande vilão da história”, organizada durante as atividades das oficinas. Também foi exibido o filme “365 cigarros/28 dias”. Também foram apresentados os trabalhos das oficinas: “O que é tabagismo?”, “Substância do cigarro e seus malefícios” e “Kit anti-tabaco” que reúne informações sobre como combater o tabagismo. Cada universidade participante foi responsável pelo desenvolvimento de um tema.

Funcionado há seis anos, o grupo, nesse período, priorizou o trabalho com os usuários de álcool e outras drogas. A meta, agora, é incluir o tabagismo como mais um problema a ser combatido.

O Pró-Vida apresenta resultados que na avaliação de Arlete, “superam as expectativas iniciais”. Uma média de 20 pessoas assiste as reuniões semanais do grupo. A médica psiquiatra Amarílis Toledo alerta que ainda não existe um remédio capaz de fazer o paciente abandonar o uso de álcool e outras drogas. Ela acredita na eficácia de grupos como (A.A.) e o Pró-Vida, que segue a linha do A.A. alerta para a importância da orientação médica.

COMBATE - O tabagismo atinge cerca de 1,3 bilhão de indivíduos no mundo, matando praticamente cinco milhões de pessoas por ano (uma pessoa a cada dez segundos). Segundo a coordenadora do Programa de Controle do Tabagismo da secretária de Estado da Saúde, Teresa Carvalho, o cigarro mata, nos países desenvolvidos, mais que a soma de outras causas evitáveis de morte, tais como a cocaína, heroína, álcool, incêndios, suicídios e Aids.

É dando visibilidade a números como esse que a SES pretende reduzir de forma drástica o número de usuários de tabaco no Estado. “A informação é importante para esclarecermos a comunidade que o tabaco só traz prejuízos para o fumante”, destacou Teresa Carvalho.

Outras armas também estão sendo utilizadas pelo Programa de Controle do Tabagismo para alcançar esse objetivo. Hoje a cidade já conta com oito consultórios de tratamento do fumante, sendo que dois - Tibiri e Vila Esperança – estão em fase de implantação. O serviço está disponível no PAM Diamante, Centro de Saúde Clodomir Pinheiro Costa (Anjo da Guarda), Centro de Saúde Salomão Fiquene (Cohatrac II), prédio do ILA (Praça Gonçalves Dias), CAPS do Monte Castelo, Centro de Saúde Dom João Antônio Farina (Filipinho).


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Inclusão: 27/12/2006