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- COLUNA DE LÍNGUA PORTUGUESA


Publicada em: 30 de setembro de 2006
Ajustar Fonte: AAA

por Antonio Martins de Araujo
amaraujo@globo.com
Especial para o Correio dos Municípios


Gramáticas maranhenses oitocentistas da Língua Portuguesa - Fontes e Concepções

Detalhamento do Curso


1. Análise das concepções lingüísticas das principais fontes das gramáticas brasileiras oitocentistas: as dos portugueses Antônio José dos Reis Lobato e Jerônimo Soares Barbosa. O contexto gramatical brasileiro oitocentista: o pioneiro Breve Compendio de Grammatica Portugueza, do frei Joaquim do Amor Divino Caneca; o Epítome da Grammatica Portugueza (1802) de Antônio Moraes Silva; a gramática do dialectólogo gaúcho Antônio Pereira Coruja (1835); a Grammatica Analytica da Lingua Portugueza, de Francisco Solano Constâncio (Paris, Aillaud e Monlon, 1855); o Epítome da Grammatica Philosophica da Lingua Portugueza, de Raimundo Câmara Bithencourt (RJ, Eduardo & Henrique Laemmert, 1862); os Elementos de Grammatica Portugueza (oito edições entre 1885 e 1958) e a Grammatica Portuguesa Philosophica (1. ed. em 1877, e 2. ed. em 1958) do baiano Ernesto Carneiro Ribeiro; , a Grammatica Analytica da Lingua Portugueza, do padre Massa (Rio de Janeiro, Lombaerts, 1870); a Nova Grammatica Analytica da Lingua Portugueza (1881), do suíço Charles Adrien Olivier Grivet.

2. O Compendio da grammatica portuguesa / para uso das escolas de primeiras letras, do padre Antônio da Costa Duarte (Maranhão, Nacional, 1829). Conceitos de gramática e de arte; tipos de gramática; partes da gramática; tarefas da ortoepia, da ortografia, da etimologia [=morfologia] e da sintaxe; partes da oração e do discurso; tipos de sons; letras e acentos; tipos de ditongos; interdependência entre as partes da gramática; figuras de dicção; casos dos nomes e dos pronomes; graus do adjetivo; vozes do verbo; conceito e função das preposições; haver, como verbo pessoal exprimindo existência; tipos de construção sintática:

3. A Grammatica Elementar da Lingua Portugueza, de Filipe Benicio de Oliveira Conduru (1. ed. - São Luís, O País, 1840). Conceitos da gramática universal e da particular; conceitos de fala, escrita e leitura; os pressupostos semânticos; tarefas das partes da gramática: prosódia, ortografia, etimologia [=morfologia] e sintaxe; partes da oração e do discurso, pressuposto da ortoepia; conceito e tipos de sons; letras e acentos; conceito e tipos de sílabas e de ditongo; tipos e funções das consoantes; tipos de acepção; tipos de palavras quanto à formação; conceito e tipos de gênero; o critério sincrônico da formação do grau dos nomes; adjetivos remissos a gradação de sentido; femininos de formação supletiva; tentativa de distribuição exaustiva dos plurais em –ãos e –ães; conceito e tipos de nomes e pronomes; a arbitrariedade do signo lingüístico e a soberania do uso na determinação do padrão lingüístico; o valor do contexto na movência dos adjetivos; conceito antigo de adjetivos pátrios e de gentílicos; quantitativos universais e partitivos; verbos de existência e v. de ação; substantivos e v. adjetivos, e a impossibilidade da conversão daqueles, nestes; a regência estilística de certos verbos; estabelecimento de critérios na identificação de verbos pronominais e voz reflexa; significação de modos e tempos verbais; distribuição econômica de particípios duplos; estudo sumário da preposição e do advérbio (lugar, tempo, quantidade e modo); equivalência semântica entre preposição e advérbio; tipos de conjunção: copulativas, disjuntivas, adversativas, condicionais, causais e conclusivas; tipos de interjeição: de admiração, de excitar a atenção, de dor, de espanto, de desejo, de excitamento, de aversão, de derrisão, de indicação e de excitação. [Aqui o termo excitação não tem qualquer conotação sexual]. Dedica ainda um capítulo à prosódia, e outro à ortografia, partindo sempre da letra para o fonema, e não como hoje se faz; e dedica um breve excurso aos sinais de pontuação. Na sintaxe, dá o conceito de oração e suas partes; do período e das orações que o compõem, para depois tratar da concordância, da regência e da colocação das palavras, a que chama de construção; terminando a obra com o estudo das figuras de sintaxe, a saber: elipse, silepse, hipérbato e pleonasmo.

4. A Grammatica portugueza / acomodada aos principios geraes da palavra seguidos / de immediata applicação pratica, de Francisco Sotero dos Reis (1800-1870). 2. ed. revista, corrigida e annotada por Francisco Sotero dos Reis Junior e Américo Vespúcio dos Reis [supervisionados por Luís Carlos Pereira de Castro, professor de gramática da língua portuguesa no Liceu Maranhense]. Maranhão, Ramos d’Almeida, 1871.[A l. ed. é de 1868, e a 3. ed. de 1877]. Conceitos e funções da gramática universal e da particular; partes da gramática e suas funções; carácter especulativo da morfossintaxe; império do uso na ortografia e na prosódia; interação do eixo da seleção das palavras com o da combinação delas para gerar juízos e/ou expressividade; a precedência da linguagem oral sobre a gestual; linguagem de sons e linguagem de ação; a língua como diassistema; palavras variáveis e palavras invariáveis; a tricotomia de Quintiliano aceita por Sylvestre de Tracy; nome, verbo, conjunção; tipos de relação entre as palavras e entre as proposições: nexo ou concordância; dependência e/ou subordinação; classes vetoras de nexo: conjunção, preposição e verbo; palavras vetoras da relação de concordância – adjetivo:nome::verbo:sujeito; as noções de sincronia; anterioridade e posterioridade expressas pelos tempos verbais; as classes vetoras da subordinação: conjunções subordinativas; adjetivos conjuntivos e interrogativos, e advérbios a eles interpostos, particípios e infinitivos; funções do pronome reflexivo se; adjetivo restritivo e adj. explicativo; superlativo absoluto e superlativo relativo; as múltiplas funções do artigo definido (a generalizadora, a especificadora, a localizadora, a identificadora e a distribuidora); funções do adjetivo demonstrativo; a função conectora do pronome relativo; verbos substantivos e v. adjetivos; a teoria do verbo haver, unipessoal expressando existência; as múltiplas relações da preposição adquiridas como desaparecimento da flexão latina de caso.

5. As Postillas de grammatica geral / applicada à lingua portugueza / pela analyse dos classicos / ou guia para a construcção portugueza, de Francisco Sotero dos Reis. 2. ed. revista e acrescentada pelo autor. Maranhão, Belarmino de Matos, 1868. Obra que enfatiza particularmente as relações sintáticas e os recursos estilísticos utilizados pelos clássicos lusitanos da língua portuguesa. A obra se divide em cinco partes, em que, simultaneamente, estuda morfologia e sintaxe, seguidas todas de modelos exemplificativos dos clássicos preponderantemente lusitanos. Assim se distribuem elas: 1.ª) A proposição, ordem direta e inversa, e os complementos; partes variáveis da oração o adjetivo determinativo e o qualificativo; e declinação dos pronomes pessoais,; 2.ª) Estudo do período e das proposições absolutas, subordinadas circunstanciais e completivas; 3.ª) Particularidades de construção da frase com as formas nominais do verbo: particípios, infinitivos e gerúndio; e idiotismos e dificuldades gramaticais da língua portuguesa: verbos haver, ser e estar; o adjetivo pronominal e o conjuntivo; funções do se; 4.ª) Figuras de construção: os diversos tipos de elipse, o pleonasmo, o hipérbato e a silepse; 5.ª) Estudo da colocação dos complementos na frase (=oração), e das proposições (=orações) no período. Como suplemento, F.S.R. mostra, através de exemplos literários eminentemente lusitanos, a evolução do estilo do idioma desde a época medieval até os autores oitocentistas.

6. A Grammatica Portugueza, para o segundo grau primário., de Hemetério José dos Santos. 2.ª ed.. Rio de Janeiro, Montenegro, 1907. Fonologia: fonemas (vozes [=vogais] fundamentais 9ª, i, u) e intermediárias (e, o); ditongos; consonânciais {=consoantes]: quanto à articulação: guturais (c, g), dentais (t, d, s, g) e labiais (p, b, f, v); quanto ao esforço da emissão: explosivas (c, t, p, g, d, b); contínuas (f, s, ch, v, z, j); líquidas: puras (l, r) e líq. nasais (m, n); sílabas: inicial, medial, final; vocábulos monossílabos, dissílabos, trissílabos e polissílabos. Prosódia: palavras tônicas e pal. átonas; oxítonas, paroxítonas e proparoxítonas; sílabas proclíticas, mesoclíticas e enclíticas,]. Sinais ortográficos: til, apóstrofo, cedilha e risca de união. Consoantes: simples, geminadas e compostas (=grupos consonantais). Morfologia: [Oito} classes de palavras: substantivo, pronome, adjetivo, verbo, preposição, advérbio, conjunção e interjeição. Palavras substantivas: substantivos e pronome; palavras qualificativas: adjetivos explicativos e adj. restritivos, e particípio. Palavras relativas: preposição, advérbio e conjunção. Palavras simples e pal. compostas; palavras primitivas e pal. derivadas. Substantivos próprios e subst. comuns; coletivos gerais e col parciais; concreto e abstrato; pronomes pessoais, indefinidos, relativos e demonstrativos; adjetivos qualificativos e determinativos: artigos demonstrativos, possessivos, indefinidos, numerais: cardinais, ordinais, multiplicativos. (Exclui os fracionários) Verbos pessoais e indeterminados (=impessoais); transitivos mediatos (=indiretos) e trans. mediatos ativos, passivos e pronominais (reflexivos e recíprocos); e cópulas (ser e ir); verbos freqüentativos, incoativos e de estado. Campenomia: raiz, temas (nominais e verbais), radical; flexões nominais de (gênero, número e grau [sic]) e flexões verbais (de tempo, modo, pessoa e número); sufixos nominais e suf. verbais (freqüentativos e incoativos); tipos de formação do gênero: pela significação, pela terminação, pelo acréscimo de palavras; tipos de formação do plural; graus do substantivos: aumentativo e diminutivo; graus dos adjetivos\: positivo, comparativo, superlativo; conjugação verbal verbos regulares, irregulares e defectivos; preposições que indicam lugar, tempo, ordem, causa, modo e conformidade; advérbios (de lugar, tempo, quantidade e modo); conjunções coordenativas e subordinativas; composição por prefixação. Sintaxe: partes da proposição (=período) simples: sujeito, predicado, objeto, atributo, complemento circunstancial; concordância verbal e conc. nominal; concordância semiótica (=silepse) e conc. atrativa; construção figurada: elipse, hipérbato, anástrofe, tmésis, sínquise e pleonasmo. Vícios de construção: barbarismo, solecismo, anfibologia, hiato, cacofonia, eco e colisão. Tipos de proposição: subtantiva, adjetiva, adverbial. Técnicas de interpretação: pela pontuação, pela leitura e pela semiologia.

7. A Grammatica Portugueza, de Hemetério José dos Santos. 1.º milheiro da 2.ª ed. aumentada, adotada na Escola Normal do DF. Rio de Janeiro, Francisco Alves, 1907. Objetivo geral: estudo exclusivo do vernáculo sem especulação alguma de ordem histórica, p. 3. Plano da obra: Fonologia: Órgãos articuladores, ditongos, consonâncias (guturais, dentais, labiais; explosivas, contínuas, líquidas); sílabas. Prosódia: próclise, ênclise, mesóclise. Ortografia: sinais ortográficos (=diacríticos). Morfologia: substantivos próprios e comuns; coletivos gerais e col. parciais; concretos e abstratos; pronomes pessoais, indefinidos, relativos e demonstrativos; adjetivos qualificativos explicativos e restritivos; adj. determinativos: artigos, demonstrativos, possessivos, indefinidos e numerais: — cardinais, ordinais e multiplicativos [não menciona os fracionários]; os verbos substantivos (ser e ir) e os v. adjetivos (os demais); v. primitivos e derivados; pessoais intransitivos e p. transitivos – imediatos (=transitivos diretos) e mediatos (=trans. indiretos); e simultaneamente mediatos e imediatos (=bitransitivos, ou trans. d. e ind.); transitivos imediatos – ativos, passivos e pronominais: — reflexivos e recíprocos. Campenomia: raiz, prefixos, sufixos, flexões nominais e fl. verbais. Identificação do gênero das palavras pela significação, pela terminação (=flexão) ou pela adjunção de outra palavra; comuns de dois [sobrecomuns], epicenos; flexões dos adjetivos; do número; pronomes hominais (p. ex.: alguém), pron. relativos, e demonstrativos. Plurais regulares e irregulares. Flexão de grau (sic); aumentativos e diminutivos. Graus do adjetivo; positivo, comparativo (de igualdade, de superioridade e de inferioridade) e superlativo (relativo e absoluto). Comparativos e superlativos ideológicos (sintéticos). Conjugação verbal; tempo, modo, número e pessoa; verbos regulares e v. irregulares, defectivos e anômalos; advérbios de lugar, de tempo, de quantidade, de modo (e;ou de qualidade); adv. derivados e locuções adverbiais; preposições essenciais (inclui dês e trás) e prep. acidentais. Relações preposicionais: de lugar, de tempo, de ordem, de causa; de modo e de conformidade. Conjunções de coordenação e conj. de subordinação. Interjeições tradicionais e acidentais; onomatopéias e frases interjeicionais. Formação de palavras: sufixos formadores de substantivos, de adjetivos e de verbos; sufixos e prefixos gregos, prefixos latinos. Sintaxe: elementos da proposição (-oração) absiluta. Concordância regular, atrativa e semeiótica. Colocação das palavras na oração. Construção viciosa e constr. figurada. Orações principais, coordenadas, subordinadas (substantivas, adjetivas e adverbiais); abreviadas e latentes. Uso dos verbos ser e haver; e funções do pronome se. Técnicas de leitura; pontuação; semiologia; tropos (=figuras e pensamento); metaplasmos de perda, de acréscimo e de permutação. Técnicas de metrificação. Proposição culminante. Proposta de ortografia. N. B, — Os conceitos e subdivisões das classes de palavras e dos tipos de proposição vêm sempre acompanhados de exercícios de aplicação prática em textos de cunho literário.

8. O Compendio da Grammatica Portuguesa, nível primário, de Augusto Freire da Silva (MA,1836 — SP, 1917) 2. ed. mais correta e aumentada. S. Paulo, 1875 e/ou Tip. do Frias, Maranhão 1976 (onde foi, de fato, impressa) . Conceito e tipos de gramática; conceito de língua. [Fonética]: letras e sons; ditongos; sílabas, quantidade e acento; o vocábulo; figuras de dicção; sinais de pontuação. Etimologia (=morfologia): o nome e seus acidentes: nome pessoal. os adjetivos e seus graus; o verbo e seus acidentes; os auxiliares ter e haver; verbo substantivo e v. adjetivo; conjugação de verbos regulares e irregulares; defectivos e unipessoais; vozes do verbo; conjunções; preposições; advérbios e interjeições. Sintaxe: as palavras e as proposições; sintaxe de construção, de concordância e de dependência (=regência); conversão gramatical; figuras de construção; tipos de proposição e de relação; pontuação.

9 A Grammatica Portugueza. 9. ed. S. Paulo, Augusto Siqueira, 1906. nível superior, de Augusto Freire da Silva (MA,1836 — SP, 1917) O latim e as línguas românicas (com textos dos séculos XII, XIII e XIV); genealogia das línguas; conceito de variação lingüística; os dialetos portugueses; conceito e tipos de gramática; áreas da gramática expositiva: lexiologia, sintaxe e semiologia. Partes da fonologia: fonética (fisiológica e histórica), prosódia e ortoepia. Partes da lexigrafia: fonografia, ortografia e semiologia. Na ortografia, estuda a evolução histórica das vogais, consoantes encontros vocálicos e combinações de fonemas, bem como a evolução dos prefixos latinos para o português. Partes da morfologia: lexiologia (ou taxionomia) e organografia; esta dividida em flexionismo (ou campenomia, ou ptoseonomia, ou flexiologia) e etimologia (ou morfogenia, ou lexiogenia). Na lexiologia, distingue oito classes de palavras: substantivo, adjetivo, pronome, verbo, preposição, advérbio, conjunção e interjeição. Segundo sua função, as palavras podem ser nominativas (substantivo e pronome), modificativas (adjetivo e advérbio) e as conectivas (preposição, conjunção e verbo [de ligação]). Segundo a flexão, elas podem ser variáveis e invariáveis. O substantivo pode ser próprio ou comum; concreto ou abstrato; e o adjetivo, qualificativo (explicativo ou restritivo), verbal (=derivado sufixal), particípio, pátrio e possessivo (=locução adjetiva); e ainda, determinativo (articular, conjuntivo, interrogativo, numeral, quantitativo e possessivo); e demonstrativo pode ser puro (propriamente dito), coletivo (ex.: todo) e distributivo (ex.: cada). Adjetivo conjuntivo = pronome relativo. O numeral pode ser cardinal, ordinal e multiplicativo (excluído o fracionário). Os verbos podem ser substantivos, como ser, ou adjetivos (todos os demais). Segundo a regência, os verbos podem ser transitivos, reflexivos, pronominais [essenciais] e reflexivos; intransitivos e relativos (=transitivos indiretos). Os verbos derivados sufixais podem ser denominativos, imitativos, freqüentativos, incoativos, aumentativos, diminutivos e negativos. As preposições latinas são distinguidas das romanas; o advérbio pode ser de modo, tempo, ordem, quantidade, afirmação, interrogação, lugar, dúvida e exclusão. As conjunções, em dois grupos: as de aproximação (=coordenativas): copulativas, disjuntivas, continuativas, adversativas, conclusivas e explicativas; e as de subordinação. As subordinativas, por sua vez, em dois grupos: o das circunstanciais (temporais, condicionais, concessivas, causais, finais e modais) e o das subjuntivas (integrantes e advérbios interrogativos). As interjeições, “verdadeiras frases implícitas”, podem ser de dor, de prazer, de admiração, de susto, de animação, de chamamento, de imposição, de silêncio e de desejo. Outra maneira de classificar as palavras é a analógica: família fônica (homônimas, homófonas, homógrafas e parônimas); família mórfica: cognatas próximas e cognatas remotas [co-radicais históricas]; e família ideológica (monônimas, sinônimas, polinônimas e antônimas). Tipos de sintaxe: a gramatical e a literária (ou estilística). A sintaxe gramatical pode ser: de palavra e de proposição. Aquela pode ser geral ou particular. A semiologia também pode chamar-se de semântica, sematologia ou semeiótica (sic). Esta última pode ser técnica ou ser exegética. Estes tópicos são aprofundados pelo autor em quatrocentos e setenta e oito páginas + nove de índices e errata, cujo cotejo com sua obra anterior nos prova serem duas obras distintas.

10. O Novo Glossario das palavras e phrases viciosas introduzidas no portuguez e de outras que a necessidade reclama, pelo bacharel Frederico José Correa. Maranhão, Frias, 1889. Na melhor tradição purista do Glossário similar do frei Francisco de São Luís, o bacharel maranhense, crendo zelar pela pureza do idioma pátria, condena uma série de estrangeirismos, maxime galicismos e anglicismos, que se incorporaram definitivamente na língua portuguesa. Neste tópicos, pretende-se refutar aquelas suas condenações, citando passos abonadores desses pretensos estrangeirismo em obras consagradas dos mais representativos autores portugueses dos séculos XVI, XV


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Inclusão: 27/12/2006 - Alteração: 27/12/2006