A Secretaria de Estado da Saúde (SES) promoveu, nas escolas Almirante Tamandaré, na Cohab, e Coesufma (Centro), a segunda pesquisa Vigilância de Tabagismo em Escolares (Vigescola). O público alvo do inquérito, que aconteceu simultaneamente em outras capitais brasileiras, foram os estudantes de 13 a 15 anos.
A pesquisa realizada pela SES, com o objetivo de obter dados de prevalência de uso de tabaco em escolares, tem o apoio do Centro de Controle de Doenças (CDC) do governo dos Estados Unidos, Organização Mundial de Saúde (OMS), Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS) e Ministério da Saúde.
ENTREVISTA - A coordenadora do programa estadual de Controle do Tabagismo, Teresa Carvalho, explicou que oito pessoas foram treinadas para realizar as entrevistas com estudantes de 26 escolas públicas e privadas em São Luís, a exemplo do Batista, Dom Bosco e Reino Infantil. O trabalho de levantamento de dados deve ser concluído até o fim do ano.
Teresa Carvalho informou que, segundo estudos do Instituto Nacional de Câncer (INA), é na adolescência que se encontra o grupo de maior risco para o início do uso do tabaco. “Essa é uma pesquisa importante para traçarmos o perfil desses jovens em relação à sua exposição precoce ao tabagismo”, afirmou.
A proposta é conhecer esse perfil e trabalhar programas de prevenção que conscientize o jovem dos malefícios causados pelo uso do tabaco, bem como não se deixar induzir pelas propagandas da indústria do fumo ou por influência de grupos de colegas e a atitude que os modelos de comportamento incentivam.
VICIO - Na primeira pesquisa, realizada em 2003, com 1.308 estudantes, pelos menos 20% afirmaram utilizar algum produto que contém tabaco. Concluiu ainda que 17% fumavam cigarro.
De acordo com dados da OMS, por dia, cerca de 100 mil crianças tornam-se fumantes regulares em todo o mundo. Estudos revelam que 90% dos fumantes iniciaram o vício até os 19 anos e 50% dos que experimentaram cigarro se tornaram fumantes na vida adulta.
O tabagismo contribui com 40% a 45% de todas as mortes por câncer; com 90% a 95% dos óbitos por câncer de pulmão; 75% das mortes por doenças pulmonares obstrutivas crônicas e cerca de 20% das mortes por doenças cardiovasculares, entre homens de 35 a 69 anos de idade.