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- COLUNA DE LÍNGUA PORTUGUESA - Estratégias retóricas do arisco poeta Gilberto Mendonça Teles


Publicada em: 1 de agosto de 2006
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*Antonio Martins de Araujo (Da Academia Brasileira de Filologia e Academia Maranhense de Letras Especial para o Correio dos Municípios

P:or Antonio Martins de Araujo
Da Academia Brasileira de Filologia e Academia Maranhense de Letras

1. Um questionamento inicial

Nesta abordagem de alguns aspectos das três derradeiras obras poéticas de Gilberto Mendonça Teles, nada mais oportuno que um breve questionamento em torno deste aparente paradoxo de Jean Cohen:

O poeta é poeta não pelo que ele pensou ou sentiu, mas pelo que disse. Ele é criador não de idéias, mas de palavras. Todo seu gênio reside na invenção verbal. 1

Ora, sigam-me o raciocínio: se de fato é verdade, como de fato é, aquilo que aprendemos, desde há muito, que ‘a forma é o fundo aparecendo’; ou ainda, se de fato é verdade, como de fato é, que alguns dos filósofos pré-saussurianos da linguagem já insinuavam que o signo lingüístico era uma moeda de dois lados – o do significante, audivisível, e o do significado, inteligível; ou finalmente, se de fato é verdade, como de fato é, a lição de Roman Jakobson sobre os pilares da arte literária verdadeira, segundo o qual a frase poética resulta da combinação do eixo da seleção, com o da combinação das palavras – então se pode avançar que aquele paradoxo de Cohen se funda em valorizar a criação verbal em detrimento da emoção e das idéias do bardo, o que nos parece, no mínimo passível de controvérsias.

Ao abrir, assim tempestivamente, esta rápida análise das obras iniciais de Gilberto, desejo de logo tirar uma carta de seguro ao abordá-las em duas escalas. Na primeira, procuro chamar a atenção dos desejados leitores, para apenas algumas estratégias formais que me pareceram mais apreciadas pelo poeta goiano, há muitos anos radicado na capital carioca. Na segunda, procuro focalizar um poema inteiro que me possibilite demonstrar sua mestria no fazer poético.

2. A proposta deste estudo

Dito aquilo que me proponho dizer, e deitadas as bases do que direi mais adiante, advirto que iniciarei por uma abordagem eminentemente formalista, de trechos curtos, conforme se impõe num espaço como este, trechos líricos e satíricos tão-somente dos três primeiros livros que abrem a quarta e última edição de seus poemas, o Hora aberta (Petrópolis, Vozes, 2003). São eles Arabiscos, Álibis, e & Cone de Sombras.

Outrossim, como ‘quem muito abraça pouco aperta,’diz o rifão popular’, movimentar-me-ei em algumas técnicas de sua eleição, a saber:

Os neologismos nascidos de paronomásias;
Os neologismos afixais e / ou léxico-semânticos;
O balé doutras paronomásias, e das iterações vocabulares;
O luxo e o repuxo das rimas internas e / ou seguidas;
Os neologismos via recomposição;
As paronomásias poéticas e as rimas derivacionais;
Os estranhamentos poiéticos e/ou a técnica de palavra-puxa-palavra.

Pela importância com que também afloram certas estratégias retóricas que consistem na prevalência de determinados processos de linguagem figurada, contemplarei igualmente esses achados poéticos, que serão assim distribuídos:

Os hápax metafóricos, ou as metáforas hapáxicas;
A promiscuidade dos oximoros com as antíteses;
Algumas alegorias de fundo eminentemente erótico.

Não antes sem mostrar que se alia à sua verve poética, a afiada garra filológica de Gilberto. Começo por citar sua edição rigorosamente crítica de uma antologia poética de Gregório de Mattos, saída em janeiro de 1989, com o selo da Imprensa Nacional / Casa da Moeda de Portugal, e editada com o título de Se souberes falar também falaras. Dei-me ao trabalho de contar as notas com que ele enriqueceu a inteligência dessa edição. Nada menos que oitocentos e noventa e sete notas ecddóticas. Esta, a primeira e mais importante obra filológica do escritor e crítico GMT. Passarei agora aos comentários de suas principais estratégias na criação das palavras com que construiu seus primeiros poemas, para finalizar com um breve comentário sobre o domínio da língua portuguesa.

3. Os neologismos nascidos de paronomásias

Limitar-me-ei a uns poucos neologismo que logo me saltaram à vista na primeira leitura. Esses exemplos (por mim destacados em itálico) só virão com iniciais maiúsculas, quando forem iniciais de verso, ou assim estiverem no original. Ei-los: no arabesco do arabisco (rimando com arisco) p.39; os a(su)cessores do papa (em que intercala uma sílaba-sanduíche para lograr o duplo sentido para o esconso assessores), p. 49; os repressores do reitorto (id), em que o termo reitor se funde com o adj. torto através de uma haplologia; das barbas dos poetas da vambarba, p. 51, em que a palavra vanguarda (de alguns hirsutos e inconseqüentes poetas de barbas vãs) cede lugar ao irônico vambarba, verso retirado do poema ‘Da Barbatura (ou a cebola Metafísica)’, p. 50, que por si só já consiste numa fina gozação; [...] nas tardes FLAmejantes / de doMengo, p. 58, em que o pedaço que falta na redução de Flamengo ecoa num domingo mascarado.

No poema ‘Da Agenda Estilística’, ressaltam deformações vocabulares como as de decrepto e micróbvio, p. 74; ou curiosas flexões de gênero, como as de cadélio, cachórrio; ou ainda superposições vocabulares, como as de camulo e confraude, p.75, que saem enriquecidas de ambigüidades ridiculizantes por aquelas intervenções criadoras. Ou simples criações lexicais, como bliro, ilhaval, e zirlão, p. 92, cujo sentidos afloram de seus contextos; ou metamorfoses de termos, como o de lusco-fusco, que se muda em lusco-fosco, e se fixa em lasco-o-fisco, para insinuar que é ele, o fisco, que nos lasca!

4. Os neologismos afixais e / ou léxico-semânticos

Não ficam atrás em originalidade esses dois tipos de neologismos, que às vezes se encontram em um mesmo termo. Vejam-se alguns curiosos exemplos dos primeiros citados no caput deste tópico: [...] com seu duro / metal de estridentismo, p. 53, em que avulta mais um -ismo estridente; abismei, abismático, abisval, abismamento, abissólito, abismoso, abismado, abíssico, p. 52-53, em que o ‘mágico lexical’, ao manipular os sufixos, vai tirando da cartola, substantivos, adjetivos e verbos cognatos de tudo aquilo que, desde os gregos, visceralmente é para ser ‘sem fundo’ (a =sem, bissos=fundo); [...] meus ermos / na Flândria e no Brasil, p. 72, em que a belga Flandres recebe a sufixo de topônimos como a de Finlândia e Islândia; No início ou no fim (tudo é finício), p. 98, em que, do ponto de vista fônico, o novel adj. lembra os pioneiros fenícios; Nada de lirismo, de simples ternurismo! / Quero é fundar contigo o eteceterismo [...], ibid., contexto em que o -ismo está mais para o amor, do que para um novo estilo literário, como no título do poema Tatilismo.

Mais adiante, a libido do criador alcança grande expressividade nesta constelação alegórica, em que a seleção vocabular é eminentemente erótica: Verso livre e ropálico crescendo na garganta, p. 113; [...] trepando / serelépido / no júbilo / / de um A de pernas abertas, maiúsculo e obscenoso / Não se mostrava plena, mas em tomo, / na sua meia lua imaginal (=imagem + vaginal?) p. 114.

Nesta série, os neologismos verbais se mostram em pejorativos sintagmas bastante originais: Deus zunzuna /.../, Deus zaranza/.../, Deus xaropa p. 146. E, finalmente para este tópico, desenrola-se uma neologia mais que apropriada: A história assim seguia, descontada [...], p. 214, em que o prefixo -des tanto pode apontar para o abate de uma promessa-dívida, como para o desenrolar da própria estória contada. Passe-se ao próximo item.

5. O balé doutras paronomásias, e das iterações vocabulares

Muito assemelhado ao rol de exemplos que adiante apresentarei como a técnica de palavra-puxa-palavra, aqui se matarão dois coelhos de uma só cajadada. Começando pelas paronomásias, se não, vejamos,: ‘De gerânios e gerúndios’, título do soneto da p. 124; Mas há os que preferem ou, antes, / os que proferem as metáforas galantes[...], p. 130; [...] no som da lambada / no sal do lambido [...] p, 138; [...] no íntimo do escritório / da melhor palavra / da mulher-palavra, p. 212; [a musa] transformou D. Caolho num coelho [...] p. 214.

Passe-se agora a um par de exemplos em que o poeta elaborou inusitados, mas saborosíssimos, trocadilhos em mosaico2: um poema, mesmo sisudo / pode até ser (tecer faz mal?, p. 181; O que se quer, o que sequer se esconde [....], p. 216; E agora faz-se a face do opassado [...], p. 195.

Para fechar este tópico, um curioso passo em que GMT brinca com a polissemia do verbo contar. Na primeira ocorrência, ele significa importar; nos demais, relatar, expor. Assim: Tudo o que conta se conta / e o que se conta se esconde / na sua própria evasão [...], p. 203. Note-se aqui a sutil alusão ao aforisma latino verba volant, scripta manent (trad. livre: as palavras ditas, voam, esvaem-se, fogem. as escritas ficam e permanecem para sempre). Passe-se adiante.

6. O luxo e o repuxo das rimas internas e / ou seguidas

Desde o título do poema da p. 49 ‘Os sucessiveis’, a palavra censores se destaca antipática entre uma sucessão de rimas em -ores, com palavras portadoras do radical do verbo latino cedçre: a(su)cessores, antecessores, predecessores, intercessores, sucessores; seguidos de opressores, transgressores, defensores, repressores, cujos radicais diferem daquele.

Em ‘Aquário de haicais’, p. 133-134, há sempre uma rima repetida no verso subseqüente. assim: repete / sete, no segundo; inconstante / amante, no terceiro; cabeça / espessa, no quarto; fundo /profundo, no quinto. E em ‘Valsa triste’, p. 136-137, volta a manejar a polissemia das palavras eleitas. Começa o poema com a palavra princípios, com o sentido de regra, e o conclui, com a mesma palavra, porém, antiteticamente, com o sentido de fecho, final. Entre elas: precípuos, precipícios, propícios, precisos, princeps.

Rimas leoninas e rimas seguidas se espalham por outros lugares: ilhas, dedilhas, redondilhas, v. 3 e 4; passo, espaço, descompasso, v. 7 e 8; mito, infinito, pós-escrito, v. 11 e 12; adiante, altissonante, instante, v. 13 e 14; leitura, censura, conjectura, v. 19 e 20; fogo, jogo, desafogo,v. 23 e 24, todos eles na p. 138. Passe-se adiante.

7. Os neologismos via recomposição

O mestre João Guimarães Rosa, especialmente o do conto ‘Nós, os temulentos’, da obra Tutaméia, era useiro e vezeiro em criar neologismos a três por dois. A graça desse conto não reside nas tão surradas anedotas sobre bêbedos, mas nos neologismos excepcionais com que elas foram tecidas por tão hábeis mãos.

Neste tópico, falarei dessas palavras-centauro, construídas que foram por GMT com uma habilidade que seria rosiana, se não fosse tão brilhantemente gilbertiana. do tipo desta, em que angulosos vacuns pascem docemente com os curiangos, ou bacuraus, que vão à frente dos bois: [...] nos bois / que pastavam curiangulosos, p. 63.

Veja-se esta, em que uma palavra criada pelo processo de recomposição (agarrando + arranhando) passeia com um termo-sanduíche (corpo + corvo): [...] quando inteiro me planto / agarranhando os pêlos da raiz [...], p. 99; [...] e lia Pöe que calculava a beleza do corp(v)o de Minerva. (p. 100)

Ou ainda: [...] espiral de desejos remoindo pelos ares, p. 113, em que a palavra recomposta resulta da fusão de indo com remo[er]; [...] linda a sua luz swimminnguando nas águas [...], p. 117, em que o inusitado eme dobrado surdiu da justaposição de swim (termo inglês, que significa nadar) com minguando.

No poema ‘4 Alfa e Ômega’, p. 147-148, ora o prefixo -des, ora o des- integrante do radical da própria palavra poética, cede o lugar ao teônimo Deus, e criam termos prenhes de significado: deuságuas, deusbastes, deuscasos, deusdobres, deusfrutes, deusgostos, deushaustos, deusígnios, deusjeitos, deuslindes, deusmandos, deusníveis, deusônus, deusprezos, deusquites, deusrelhos, deusselos, deustinos, deususos, deusvios, deusxingos, deuszelos, e assim por diante.

No título do poema da p. 159, ‘Merlindres’, GMT funde o nome do mago Merlim com o substantivo melindres, sema explorado no texto do poema; em: [...] o CTE da compacta teoria estetilista [...], p.169-170, funde estética com estilistica; em: [...] o espaço / reticente da vida e sua força / silensual [...], p. 173, silente com sensual; em: Pula no centro um fonema, / faz piruletras e ponto, p. 178, letras com piruetas, e assim por diante.

Tente o próprio leitor, ou leitora, aplicar, nestes passos, a chave desses achados léxico-semânticos, e veja como é estimulante ir descobrindo o caminho da fonte: E há quem primeiro se despe, musamante, p. 182; [...] perfume violentrando a sombra de papel, p. 187; [...] vai erguer as paredes de tua ocasa (=oca + casa?), p. 201; [...] meto sempre o nariz descolibrindo / a forma, a cor, o som, algum sinal [...], p. 202; [...] quem sabe se eu não ando comouvindo /um coração batendo à brasileira, p. 202; os títulos dos poemas SONHEMA, p. 206, PROSOEMA, p. 209 e BARROCOCÓ, fusão haplológica de Barroco com Rococó ***; [...] na prisão de sua j’aula [...], p. 218; Uma árvore que dá sombra à brilhoteca / que se agita no ar condicionário [...], p. 223.

8. As paronomásias poéticas e as rimas derivacionais

O binômio acima é de forte apelo ao envolvimento do leitor com o objeto artístico que tem em mãos. Veja-se o que faz GMT com as similitudes fonéticas entre os cognatos do verbo dever e do verbo dividir: Dividido o endividado (deve aos deuses de todas as instâncias e sistemas) [...] p. 158.

Abaixo, outros tantos, de felicíssima factura. como em: [...] depois entrou [o Saci] num glossário / e se faz galo e galã. (p. 166); [o Saci] era seu primo-primeiro / nascido do mesmo clã. (ibid.).

Agora, uma brincadeira vocabular com substantivações do particípio do verbo dizer: o Etceterismo põe em evidência os ditos, os não ditos, os interditos, os beneditos e os malditos [...] (p. 170). Ou assemelhadas, como: no espaço da letra / no espesso da letra, [...] p. 185; Sentiu-se solidário na partida / e chorou solitário na aventura. (ibid.); ou ainda, para pôr um ponto final neste tópico, o duplo título do poema da p. 191, A PEDRA / A PERDA, em que uma simples metátese cria a conivência semântica entre os dois termos.

8. Os estranhamentos poiéticos e/ou a técnica de palavra-puxa-palavra

Se o(a) leitor(a) atento(a) acompanhou e vem se surpreendendo com o desdobramento gradativo desta demonstração, então ficará estarrecido com os malabarismos deste florilégio de verdadeiros talismãs poéticos.

Começo pela técnica da palavra puxando palavra: Quero a morte, quero amar-te, p. 142; Eu serei trevo e você, trova, p. 143; Que meu coração vá para quem souber amar, / minhas córneas para quem cornear [...]; Desfaço-me da tese de me disfarço [...], ibid; Como ver sem como ver / se tem sentido esse não ter sentido / de falar [...], p. 232; As mal-amadas / os mal-amados, / os mal-armados, de Mallarmé / ficaram verdadeiramente alarmados [...], p. 234.

E, agora, alguns surpreendentes estranhamentos poéticos: E há o estilo do truque, certo lance / de dedos [...], p. 102, alusão ao coup de dés mallarmaico; [...] eu penso nisto / e logo existo / num qüiproquó, p. 139, que nos remete ao célebre silogismo socrático; [...] as prateleiras vazias dos super- / marcados de infl(r)ações, p. 149, em que se insinua que a inflação não passa de uma infração contra o povo [...]; [...] o absurdo de aceitar isso tudo conivente / com a livre-indecência que vagueia [...], p. 154, em que se sugerem promoções universitárias com cartas marcadas ; [...] os anjinhos barrocos /.../ ficam voando maneiros, p. 221. Aqui, maneiro (de maneirismo) se confunde com uma gíria valorativa, com o significado de elegante.

Destaque para este exemplo que me diz tão de perto: [...] a antiga e sempre nova maravilha / de ser mar, de ser ave, de ser ilha. p. 231. Quando publiquei minha ‘Canção do exílio’, no ano passado,3, em nota de rodapé, citei apenas dois poetas que me antecederam no uso deste achado poético, Cassiano Ricardo e Reynaldo Valinho Alvarez. não me havendo recordado que também GMT já o houvera feito antes de mim, todos quatro à sua maneira e em diferentes contextos.

Pela transparência dos seguintes estranhamentos, vão eles sem qualquer comentário meu: [...] e ver se um bando alegre de blasfêmeas / me seguiu pelo cerrado. (p. 153); [...] quis dizer / que estava no seu bem-lhe-quer, p. 188; Palavra de rei dá revoltas por trás [...].(ibid.); Direi mais ou menos assim: Mim, / pega o car(r)inho e vai à feira [...], p. 197; [...[ o amor / não é nenhum / rabicho de sete cabeças. (p. 208); Uma árvore que dá sombra à brilhoteca, / que se agita no ar condicionário [...], p. 223; E tiro daí meu tema, / tiro da noite a manhã / para fazer um poema / não em tupi, em / Tupã. (p.225); [...] começarás / a perceber [...] / a passagem de cometas desorbitados [...], p. 225; Uma ressalva de tiros anunciará / a inutilidade de qualquer resistência [...], p. 226; Era uma vez um boi e algumas vacas / r’excitadas na prosa e na poesia [...],p. 235; [...] tudo está sob o mais perfeito / controle remoto, p. 238

Embora não se trate de estranhamentos, causam estranheza aos não iniciados no mundo da botânica. Partindo o poema da p.104-105, ‘Jitanjáfora’ de uma passagem de cantiga de roda, GMT faz desfilar aos olhos e aos ouvidos estarrecidos do leitor uma quase meia centena de nomes de vegetais, a maioria deles desconhecido dos não especialistas Como estão distribuídos em parataxe, mas rigorosamente organizados em redondilhas maiores, pedem para serem citados: aspidistra paperônia / colínia cóleo dracena / selaginela fitônia / filodentro afelandra


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Inclusão: 01/08/2006