O Banco da Amazônia (Basa) sinalizou com a disponibilidade de recursos, após acertar com os produtores os detalhes da prorrogação e renegociação dos débitos causados pelas adversidades climática que prejudicaram a colheita deste ano. A sinalização foi acionada pelo gerente do banco em Balsas, Miguel Nuno Seiffert Simões, durante a 7ª Feira Agrícola de Balsas (Agrobalsas).
A realização da Feira Agrícola de Balsas, a maior do Maranhão e uma das principais do país, na opinião do gerente da agência do Basa, Miguel Nuno Seiffert Simões, este ano foi marcada por um perfil técnico.
Para marcar sua presença no evento, o Basa trouxe uma equipe de técnicos para levar informações sobre o setor agrícola e adquirir novos conhecimentos que possam ajudar os analistas a tomarem decisões no âmbito do banco. Ele explicou que as decisões estarão voltadas para análise do crédito agrícola e na viabilidade econômica e financeira.
DINHEIRO - Sobre a próxima safra, frisou que existe uma ampla abertura para disponibilizar dinheiro novo em função da renegociação e prorrogação dos débitos, conforme a resolução do governo federal. Disse que o banco, a partir de agosto, estará envolvido com os demais setores do agronegócio com os custeios da safra 2006/07.
O pacote agrícola do governo federal, que liberou R$ 60 bilhões para o setor agrícola, observa Miguel Simões, contempla apenas os empresários agrícolas adimplentes com as instituições financeiras e traz perspectivas positivas para o Basa. O banco, contou, tem o menor índice de inadimplência no Maranhão.
Ele explicou que o Basa tem R$ 60 milhões investidos no crédito de fomento com uma taxa de apenas 0,9% de inadimplência, um número altamente saudável para os clientes cativos da instituição.
O número revela que o Basa tem clientes profissionais, sem desvio de caráter, que está inadimplente em função de problemas sazonais como as adversidades climáticas e a crise cambial. “O que paga a conta é caráter”, sentencia.