Está na hora de se agregar mais valores à produção regional, de buscar caminhos que levem ao aproveitamento mais completo da riqueza gerada na região”, afirmou o presidente da Federação das Indústrias do Estado do Maranhão (Fiema), Jorge Mendes, ao ser homenageado na solenidade de encerramento da 7ª Feira Agrícola de Balsas (Agrobalsas).
Em seu discurso revelou que se sentia feliz com a homenagem e lembrou que dedicou sua vida, por todos os meios, à indústria a fim de ajudar a implementar o processo de desenvolvimento do Maranhão, entre os estados para ampliar a eficiência da cadeia produtiva, do agronegócio e o desenvolvimento humano da população da região sul do Maranhão.
Jorge Mendes acentuou que todos os segmentos, especialmente da agricultura, da indústria e da pecuária, devem trabalhar pela construção e o fortalecimento de uma economia diversificada, resultante de uma atuação integrada.
Disse ainda que recebeu a homenagem como resultado do simbólico do companheirismo dos empresários da região sul, que hoje são motivo de orgulho para os dirigentes nacionais do país. Depois de agradecer, ele manifestou sua admiração pelos empresários sul-maranhenses, destacando o profundo desejo de que eles continuem alcançando sucesso em seus investimentos, “porque o êxito de vocês será o sucesso do Maranhão”.
OUSADIA - Observou ainda a importante participação dos empresários balsenses e de todo o país na 7ª Feira Agrobalsas, que têm a ousadia como marca e personalidades influentes em políticas de desenvolvimento e financiamento, enfim de pessoas importantes para as atividades produtivas. “Está na hora de se agregar mais valores à produção regional, de buscar caminhos que levem ao aproveitamento mais completo da riqueza gerada na região”, frisou.
Segundo o presidente da Fiema, este é o momento de se pensar de forma incisiva na industrialização, pois vários são os ramos a serem explorados urgentemente, para reduzir a importação de insumos que podem ser produzidos na região.
Com isso, afirmou, haverá redução dos gastos das receitas que conseguem gerar, criar oportunidades de emprego. “É preciso mudar o quadro, complementar o que vem sendo feito, pois está na hora de largada para uma nova fase da economia regional em que a indústria passará a assumir um papel determinante no processo de desenvolvimento de todas as regiões do Estado e do país”.
PLANO - Ele explanou o plano estratégico de desenvolvimento industrial que está sendo levado a todos os territórios maranhense como uma mensagem de confiança, com competência, no empreendedorismo. Para ele, os empresários do campo também são responsáveis pelo desenvolvimento econômico que se observa no Estado e que deve expandir-se, firmar-se sempre mais.
Jorge Mendes contou que, movido pela obsessão, defende a idéia de que os empresários podem modificar a economia maranhense e dar-lhe relevância no cenário brasileiro, com a nítida compreensão do papel de Balsas e da região sul neste contexto dinâmico do mais importante do agronegócio maranhense.
“Estamos aqui para demonstrar que o sistema Fiema está fazendo a sua parte”, afirmou Mendes. Ele colocou à disposição dos produtores toda a tecnologia em contexto de entendimento, em parceria com a sociedade local e o poder público, para viabilizar um processo permanente de qualificação de recursos humanos, de acordo com a demanda que vai nascer com o crescimento e o fortalecimento da atividade industrial na região sul do Estado.
Jorge Mendes lembrou ainda a promoção do 13º Encontro sobre o Corredor Centro-Norte, complexo multimodal que compreende as hidrovias Araguaia e Tocantins, e as ferrovias Norte-Sul e Carajás, que influencia a economia dos estados do Tocantins, Mato Grosso, Maranhão, Pará, Piauí e Goiás.
EFICIÊNCIA - Disse que a iniciativa dos setores público e privado visa aumentar a eficiência da cadeia produtiva e o desenvolvimento humano da população da região, em ação conjunta da Federação das Indústrias do Estado do Maranhão (Fiema).
Segundo ele, o corredor é vital para exportações maranhenses, que são extremamente dependentes do Corredor Centro-Norte. O porto de Itaqui, que recebe grande parte da produção que transita pelo eixo, está localizado a 11 km de São Luís, e é o mais próximo de diversos mercados internacionais, com capacidade de receber navios de grande porte.
Além disso, 19 municípios maranhenses estão situados ao longo da Ferrovia Carajás, totalizando aproximadamente mil estabelecimentos industriais nos mais diversos segmentos, o maior pólo do estado depois da capital.
Maranhão ocupa atualmente a 13ª posição no ranking nacional das exportações e o 2º lugar na região Nordeste. Em 2005, as exportações do estado apontaram um novo recorde histórico de US$ 1,5 bilhão, o que representou um crescimento de 21,93% em relação a 2004. Apesar desses números, o Maranhão tem basicamente minério, ferro gusa e grãos, transportados pela ferrovia.
VITRINE - Para o representante da Federação das Indústrias no Estado do Maranhão (Fiema), em Balsas, escritor e engenheiro agrônomo Wellington Cunha de Souza a realização da Agrobalsas representa uma oportunidade ímpar para os empresários do campo mostrarem as potencialidades da cadeia produtiva do sul do Maranhão, especialmente de grãos.
Integrante da comissão organizadora da Agrobalsas desde o primeiro evento, ele conta que utiliza seus conhecimentos e contatos para trazer palestrantes, além da própria Fiema como entidade alavancadora para a qualificação de mão-de-obra, por meio do Senai.
Segundo ele, nos últimos anos o sistema Fiema trabalhou na capacitação de mais de duas mil pessoas. “Para uma região sem indústria, esta é uma ação precursora para promover o desenvolvimento, formando a base da mão-de-obra para as futuras indústrias que forem se instalar na região”, destacou.