O produtor e secretário do Sindicato dos Produtores Rurais de Balsas (Sindibalsas), Luís Carlos Ottonelli, corrige uma informação divulgada, por equívoco editorial do Correio dos Municípios na última edição. Os números citados como registrados em três safras, na realidade, referem-se às safras 2004/2005 e 2005/2006.
Na matéria anterior, Luís Carlos Ottonelli criticou a política econômica perversa que cobra as mais altas taxas de juros do mundo e taxa cambial oscilante que valorizou o real, agravado com o aumento dos preços de máquinas e equipamentos agrícolas e adversidades climáticas. Este conjunto sinistro resultou em 80% de perdas acumuladas para os produtores de soja do sul do Maranhão. Nas culturas de outros grãos, como o milho e arroz os prejuízos foram, respectivamente, da ordem de 15% e 10%.
Ele acrescenta ainda que as indústrias se aproveitaram do preço fictício da soja, registrado em abril de 2004, quando foram comercializados cerca de 15% da produção, após a venda antecipada ocorrida no ano anterior. Na época, o custeio para a formação da lavoura de soja ficou em torno de 28 sacas por hectare, comercializada a R$ 33,00. Hoje, o custo está estimado em torno de 56 sacas por hectare. O preço médio de comercialização está em torno de R$ 20,00 por saca de 60 quilos.