Planejar a próxima safra agrícola de forma adequada poderá evitar surpresas e superar as dificuldades enfrentadas este ano, em decorrência das adversidades climática, defende o gerente da Weisul Agrícola, Felipe Sehn.
Na sua opinião, a crise que atingiu a produção de soja, provocada por adversidades climáticas e a política cambial, ocorreu de forma inesperada e precisa ser encarada de forma competitiva e com tecnologia para que o agronegócio melhore sua produtividade.
Com o uso de tecnologia e insumos de boa qualidade, consequentemente, o empresário do campo poderá trabalhar os custos com compromisso. “O importante é superar a crise para possibilitar que, no próximo ano, todos possam alavancar a produção para adequar os custos à realidade da economia”, destaca.
Neste sentido ele disse que os produtores devem planejar a próxima safra com a escolha de melhores insumos, melhor aplicação das técnicas disponíveis e mais apuradas, lavouras de qualidade e outras metodologias para evitar reflexos negativos. “É preciso atingir melhor produtividade com custos mais baixos”.
Felipe Sehn disse que a empresa Weisul Agrícola está focada na produção de soja, algodão, milho safrinha e tem indústria de beneficiamento de algodão.
Ele conta que na safra 2004/2005 a empresa cultivou soja numa área equivalente a 22,8 mil hectares, fechando a safra com uma média de 55 sacas por hectare. Na última safra a empresa aumentou a área plantada, com maior concentração no Maranhão, para 24 mil hectares, mas a produtividade de soja baixou para a média geral de 52,1 saca por hectare. “Esta redução, em função das adversidades climática, seria o lucro da colheita”, disse.