O empresário Fernando Moura criticou a falta de conteúdo da palestra do representante estadual do Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes (Denit) proferida durante a realização da 7ª Feira Agrícola de Balsas (Agrobalsas). Ele também foi ácido com a Companhia Energética do Maranhão (Cemar) que não atende as necessidades dos empresários rurais na implantação do programa “Luz no Campo”.
Na opinião de Fernando Moura, a palestra sobre as condições das estradas que cortam a região sul do Maranhão foi marcada pela ausência de representantes de órgãos federais do setor, apesar do convite formulado pelos organizadores da 7ª Agrobalsas.
PROJETOS - A exposição feita pelo representante do Denit, Leônidas Caldas, na avaliação de Fernando Moura não foi convincente. “Ele deixou claro que não existem projetos ou planejamento de recuperação de estradas que tanto os produtores rurais necessitam para desenvolver o sul do Maranhão”.
Ele observou que a estrada interligando Balsas a Ribeiro Gonçalves, que se encontra em péssima estado de conservação e sem condições de trafegabilidade, até então era considerada uma rodovia federal. Contudo, o representante regional do Denit deixou claro, mais uma vez, que se trata apenas de “uma intenção de projeto de estrada federal que existe há 30 anos”. Salientou que, a partir de Ribeiro Gonçalves, na divisa com o Piauí, as estradas estão todas asfaltadas.
ATRAÇÃO - Fernando Moura disse ainda que os produtores da região sul do Maranhão estão sendo atraídos pelas boas condições das estradas nas divisas com o Piauí e o Tocantins, e contam ainda com infra-estrutura de energia elétrica, tem crescimento e está experimentando um acelerado processo de desenvolvimento.
Sobre a oferta de energia por meio do programa “Luz no Campo”, ele frisou que a intenção do projeto é boa para o desenvolvimento da região sul, mas nada foi feito até agora para deslanchar o projeto no Maranhão.
Fernando Moura acentuou que no Tocantins e no Piauí, por exemplo, o projeto já se tornou uma realidade, enquanto o Maranhão sequer dispõe de energia. “Hoje, o produtor rural reivindica à Cemar a instalação de um pivô, mas a companhia não autoriza porque não tem energia para entregar”, disparou.