A aliança entre PDT e PSDB no Maranhão para as eleições deste ano está praticamente definida e apenas aguarda a decisão do diretório nacional pedetista sobre a candidatura própria para presidente da República. Segundo os deputados Aderson Lago (PSDB) e Mauro Bezerra (PDT), não há, no plano local, nenhuma dificuldade para a formalização da chapa majoritária.
“O entendimento é que o Jackson será o candidato a governador e o PSDB indicará os candidatos a vice-governador e a senador da República”, explicou Aderson.
Mauro Bezerra compartilha com essa posição. “O PSDB indicará o candidato ao Senado e provavelmente apresentará também o companheiro de Jackson”. O grande obstáculo na formalização do acordo chama-se Cristóvam Buarque. O ex-governador do Distrito Federal está determinado a levar à frente o projeto da candidatura própria. “Vamos aguardar a convenção do dia 19, no Rio de Janeiro, quando o PDT decidirá essa questão”, assinala Mauro.
Para Mauro Bezerra, a opção pela candidatura própria a presidente da República será altamente prejudicial para o partido no plano das eleições estaduais. “Se isso acontecer será muito ruim para o partido”. Ele faz duras críticas à cúpula do PDT, a quem responsabiliza pelos prejuízos que o partido poderá contabilizar na formação das bancadas federais e estaduais e na eleição de governadores. “São tudo um bando de amadores”. Mauro assinala, porém, que há uma reação forte dos diretórios estaduais para sepultar o projeto da candidatura própria. E cita pelo menos três estados (Maranhão, Paraná e Rio Grande do Sul) onde a resistência é consistente.
No entendimento de Aderson Lago, se prevalecer a tese da candidatura própria no PDT, as coisas mudam de figura, porque não haverá como formalizar coligações majoritárias nem proporcionais. “O máximo que se poderá fazer é coligações brancas”, diz Aderson. Ele admite que a insistência do PDT em lançar candidato próprio para presidente reduziu o ritmo da campanha de Jackson Lago. “Isso exigiu que ele parasse os contatos que vinha mantendo, que corresse atrás para tentar reverter essa situação (da candidatura de Cristovam Buarque)”.
Quanto à questão da definição do vice na chapa do ex-prefeito de São Luís, Aderson Lago diz que o PSDB tem vários nomes em condições de compor com Jackson Lago. “Há um consenso de que o nome deva sair da Região Tocantina”. Dentro dessa premissa, ele destaca os nomes da Lula Almeida e Carlos Amorim como prováveis escolhidos, na hipótese de PSDB e PDT sacramentarem a aliança estadual.