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Home » O Jornal » Edições » Edição 136 » Destaques

- Agricultura precisa de crédito


Publicada em: 30 de maio de 2006
Ajustar Fonte: AAA

O presidente do complexo agroindustrial Agroserra, Pedro Augusto Ticianel, garante que o agricultor brasileiro aprendeu a produzir, mas precisa de crédito que seja suficiente, oportuno e que tenha custos e prazos compatíveis com a atividade.

O governo, segundo ele, tem vontade, mas padece de orçamento. “Precisamos também de infra-estrutura - estradas, portos, ferrovias. Precisamos que as pesquisas da Embrapa continuem, trabalhando com recursos, pois é a âncora e o esteio da atividade agrícola. Sem Embrapa os produtores terão prejuízos e dificuldades”, adverte.

ESTÍMULO - Para Pedro Ticianel, os empresários do campo venceram a crise, mas precisam de variedades produtivas para soja, milho, arroz, algodão, café e frutas. Acrescenta ainda que é uma atividade que não pode padecer de recursos. Os técnicos devem continuar estimulados, valorizados, produzindo ininterruptamente.

De acordo com o presidente da Agroserra, o Brasil teve muita sorte neste terceiro tempo da historia da agricultura, destacando o empenho da Embrapa, do presidente Ernesto Geisel e do ministro o Alysson Paulinelli.

Neste período, conta, os produtores contaram com a engenharia de ponta aplicada às máquinas e aos equipamentos agrícolas, à meteorologia, a agricultura de precisão que se inicia, sem esquecer ou desprezar os governos que os sucederam e tantos outras pessoas e instituições que participam deste processo.

ORIGEM - Ele revela que é filho de um pequeno agricultor do Paraná (seu pai foi colono de café e pequeno sitiante, já fui bóia fria, cortador de cana) e por isso sabe o que é ser agricultor, pois viveu os dois lados da moeda.

Conta ainda que passou por momentos de altos e baixos, às vezes mórbidos, na maioria tenso e inseguros. Em determinados momentos fingiu que estava bem, aparentamos externar riqueza, como os melhores e competitivos heróis do mundo.

“Só Deus e nossas famílias sabem o que realmente passamos. Mas ser agricultor parece um destino, uma missão, uma cruz, uma cachaça, da qual não se livra sem seqüelas. Vai haver um momento de melhora, certamente, e esse tempo virá junto com o crescimento econômico do país, não temos duvidas”, concluiu.


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Inclusão: 30/05/2006 - Alteração: 30/05/2006