Parte da safra de soja produzida na região sul do Maranhão, no próximo ano, deverá ser movimentada por meio do Terminal de Grãos do Maranhão (Tegram), que foi dividida em cinco áreas para arrendamento. A informação é do presidente da Empresa Maranhense de Administração Portuária (Emap), Ricardo Zenni, acrescentando que as obras de construção do terminal serão retomadas a partir do segundo semestre.
De acordo com Ricardo Zenni, o Tegram foi dividido em cinco áreas distintas. O processo de arrendamento foi iniciado e conta hoje com duas empresas de soja - tanto da parte de grãos, quanto da parte de óleo. Ele esteve em São Paulo, recentemente para viabilizar a consolidação do processo.
Para exploração do Tegram, explicou, será formado um consórcio inicial de, aproximadamente, três firmas, que farão os investimentos na parte de correias e de carregador. “Desta forma, esperamos iniciar as obras ainda no segundo semestre deste ano para que a safra de 2007 possa ser movimentada, pelo menos uma parte dela, por essa nova modalidade”, contou.
O presidente da Emap frisou que o Tegram, na modalidade que foi estudado, vai proporcionar que a soja seja embarcada pelo berço número 103. No ano passado o berço passou por obras de drenagem para aumentar sua profundidade, possibilitando que navios de maiores toneladas possam ser movimentados através do berço, que terá, também, movimentação de ferro-gusa.
FERRO - “O Tegram, a princípio, servirá para exportação de grãos, mas a Emap está preocupada em atender as empresas que movimentam ferro-gusa, por ser a movimentação importante para o porto do Itaqui”, observa Zenni.
Com relação à exportação de soja, este ano, ele disse que o porto não enfrentou problemas, destacando que, em caso de aumento de movimentação, será disponibilizado o berço número 105. Frisou ainda que existe a possibilidade de que a parte do ferro-gusa, que hoje é embarcado pelo 105, seja embarcado, também, através de outros berços, abrindo espaço para que seja embarcada maior quantidade de soja.
Segundo Zenni, a Emap está facilitando o embarque de soja este ano. Com os novos investimentos e nova modelagem do Tegram, possibilitará no próximo à ampliação no embarque de soja. Acentuou que, com a implantação do terminal de grãos, novas etapas surgirão e o porto terá possibilidade de atender até seis milhões de toneladas de soja.
AMPLIAÇÃO - O presidente da Emap frisou que está sendo desenvolvido um estudo para o aumento de uma retroárea nos berços 104 e 105, possibilitando com que essas áreas venham a servir de armazenamento para soja e ferro-gusa, abrindo um espaço que poderia chegar a 30 milhões de toneladas de soja.
Dessa forma o porto do Itaqui estará capacitado para atender a demanda de soja que, com a ampliação da ferrovia Norte-Sul, será embarcada via pelo porto do Itaqui. “É um porto que não tem comparativo com nenhum outro em termos de localização, de profundidades apropriadas, enfim, um porto, dotado de capacidade para atender a todas as necessidades, não só da soja, mas de outros tipos de produtos que, com certeza, serão movimentados no Maranhão”, destacou Zenni.
O presidente da Emap disse que não tem medido esforços no sentido de deixar o Itaqui preparado para se consolidar como maior entreposto de derivados de petróleo do Norte e Nordeste. A meta é movimentar produtos variados como gusa, soja, alumínio e abrindo espaço, também, para a movimentação de contêineres, que é importantíssimo a economia do Estado.
FRANGOS - Uma das novidades e que se encontra em faz de consolidação com empresários de Palmas é a exportação de 140 contêineres refrigerados de frangos, através da empresa Asa. Em sua opinião, o negócio representa um avanço para o Maranhão e para o porto do Itaqui, que cumpre sua função de atender a região do Corredor Centro-Norte. “Nosso trabalho é no sentido de deixar o porto preparado para atender todas essas cargas que vão entrar e sair via Itaqui”, comemorou.
Além da soja e ferro-gusa, a Emap também está investindo na infra-estrutura para o armazenamento de álcool. Os investimentos irão preparar o porto para a exportação de álcool, óleo de soja e biodiesel.
Mas não é só a exportação que movimenta o porto. Com localização geográfica privilegiada, a Emap trabalha para transformar o Itaqui em um reporto para receber cargas que virão dos Estados Unidos e da Europa com materiais de grande valor agregado e que, a partir do Itaqui, serão distribuídos para outras partes do Brasil.
Ele salientou ainda que o projeto do pólo industrial portuário que está em andamento, vai utilizar a localização privilegiada do porto para importação, possibilitando o desenvolvimento de indústrias que irão se instalar perto do Itaqui, para movimentar cargas. “Esse distrito industrial vai ser um fator muito importante de desenvolvimento para agregar as cargas movimentadas via porto do Itaqui”, afirmou.