A cultura de mamona no Maranhão está em pleno processo de desenvolvimento, em decorrência das parcerias firmadas com os municípios para que a agricultura familiar possa absorver ainda mais a idéia de expandir o plantio e empregar toda a mão-de-obra disponível no mercado, gerando novas oportunidades de geração de emprego e renda. A avaliação foi feita pelo engenheiro agrônomo Brasil Ecodiesel, Moisés Oliveira e pelo empresário Ivan Hartman, pioneiro no Maranhão no cultivo de semente de mamona.
Eles receberam o apoio da superintendente da Fundação de Apoio à Pesquisa do Corredor de Exportação Norte (Fapcen), no Maranhão, Gisela Introvini, tanto para o cultivo da semente bem como para o refino de óleo de mamona para a produção do biodiesel. Eles aproveitaram a visita a Fapcen para confirmarem participação na 7ª Feira Agrícola de Balsas (Agrobalsas), a maior feira de agronegócios do Maranhão e uma das principiais do país.
REFINO - O engenheiro agrônomo Moisés Oliveira conta que a Brasil Ecodiesel é uma empresa privada voltada para a produção de mamona e o refino de óleo de mamona para ser usado na produção de biodiesel. A empresa tem sua matriz instalada em Fortaleza e filiais em todos os estados nordestinos, além do Pará, Tocantins, Minas Gerais, Goiás e Rio Grande do Sul.
O projeto para a produção de mamona e o refino de óleo de mamona, inicialmente, recebeu o apoio da Confederação Nacional de Trabalhadores da Agricultura (Contag) e da Federação dos Trabalhadores Rurais do Estado (Fetaema). Além do apoio logístico, a Brasil Ecodiesel está firmando novas parcerias em vários municípios localizados no zoneamento agrícola para a cultura da mamona.
No Maranhão, revela Moisés Oliveira, desde setembro de 2005 até hoje o número de municípios produtores de mamona saltou de sete para 45 municípios aonde o solo é propício para a cultura da mamona. “É um avanço significativo e uma aceitação muito grande da cultura junto à agricultura familiar”, diz.
CADEIA - Segundo ele, uma nova cadeia de produtiva de mamona está mobilizando os empresários e produtores independentes, despontando como uma nova alternativa para a produção de mamona, gerando oportunidades de emprego e renda dos municípios, especialmente na região de Balsas.
Para Moisés Oliveira a expansão da plantação de mamona no Maranhão depende de alguns parâmetros que devem ser seguidos. Citou, como exemplo, altitude, precipitação pluviométrica, temperatura, solo e umidade. O estudo neste sentido é feito pela Embrapa, em conjunto com a secretaria estadual de Agricultura, para definir o zoneamento tendo como base os parâmetros de produção adequados para a produção da mamona.
Ele avisou que participará da 7ª Feira Agrícola de Balsas para divulgar o nome da Brasil Ecodiesel e a participação da empresa no Programa Nacional do Biodiesel, do ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA).
VANGUARDA - Movido pela vontade e a coragem, o empresário Ivan Hartman conta que foi o primeiro produtor de semente de mamona de qualidade no Maranhão, a fim de atender a demanda gerada pelo projeto do governo, em parceria com a empresa Brasil Ecodiesel. Hoje, sua cultura ocupa uma área de 100 hectares com plantação de sementes de mamona.
A superintendente da Fundação de Apoio à Pesquisa do Corredor de Exportação Norte (Fapcen), no Maranhão, Gisela Introvini, lembra que o produtor Ivan Hartman é credenciado no Renavem e isso faz a diferença.
“A partir do momento em que um produtor de sementes age corretamente, começa o combate à pirataria que atrasa o processo”, diz. Ela explica que, neste sentido, a pesquisa deixa de ganhar royalties e perde forças para o lançamento de novas cultivares poderá “arrebentar” na cadeia final da produção de óleo de sementes de qualidade.
PIRATARIA - Ela cita como exemplo o caso da pirataria de soja. O produtor que dispõe de uma mistura varietal de soja transgênica com a soja convencional, ao adquire grãos pirateados ele planta e pode literalmente matar a próxima safra.
Com esse quadro, explica, agravaria o quadro financeiro do produtor que enfrenta problemas com a política cambial, de ausência de chuvas e veranico. “O agricultor terá sua produtividade reduzida e vai pagar um alto preço por ter pago por uma semente barata e prejudicial”, salienta.
Gisele Introvini conta que no caso da mamona, o raciocínio segue a mesma linha. Ela frisa que o produtor de sementes de mamona conta com o apoio de uma empresa de pesquisa, que garante a segurança que vai render qualidade a cada safra anual.