O presidente da Associação dos Produtores Agrícolas do Cerrado Leste Maranhense (Apacel), Vilson Ambrósio, alerta para o perigo que é a aplicação de pulverizador costal (aquele que o equipamento é conduzido nas costas do aplicador, geralmente o pequeno produtor, sem proteção e sem orientação de quem entende). Outra ameaça é a qualidade do produto químico que é utilizado nesse processo (os insumos de tarja vermelha vendidos sem controle, diferente dos de tarja verde, amarela e azul, de uso profissional).
Vilson Ambrósio considera que a região de Chapadinha é mais viável economicamente para produzir soja que o sul do Maranhão, por estar mais próxima de potenciais mercados consumidores e transformadores de matérias-prima do Nordeste. Outra vantagem é a proximidade com os pontos de embarque (porto, ferrovia, rodovia) tornando o produto mais competitivo no plano comercial pelo baixo frete.
Chapadinha, segundo Ambrósio, tem mercado interno consumidor crescente e mão-de-obra ociosa localizada. Para ele, a partir da plantação de soja na região é possível criar no Leste maranhense pólos produtores de aves, suínos e hortifrutigranjeiros. Atualmente não há produção local exportada porque não existem negócios de transformação da soja em formas de alimento. “Reunidos em torno de objetivos elevados acreditamos que os agricultores locais e os empreendedores que aqui chegarem tirarão a região do sufoco econômico vivido hoje, colocando-a como uma promissora fronteira agrícola e de agronegócios”, confia o presidente da Apacel.