· Últimas Noticias
   · Edições
   · Expediente
   · Fale Conosco
   · Mapa do Site
   · CEP
   · Infrações
   · Licenciamento
   · Clima e Tempo
   · Links Úteis
   · CND - INSS
   · CND - Receita Federal
   · CNPJ - Situação
   · CRE - FGTS
   · CRF - FGTS
   · CRP - Previdência
Busca

Home » O Jornal » Edições » Edição 136 » Destaques

- Cerrado leste obtém alto índice de produção de soja


Publicada em: 30 de maio de 2006
Ajustar Fonte: AAA

O presidente da Associação dos Produtores Agrícolas do Cerrado Leste Maranhense (Apacel), Vilson Ambrósio, anuncia a colheita de 60 mil toneladas de soja em 2006 plantada em 27 mil hectares, na terceira safra de caráter comercial. Ele reconhece que os números consolidam a região como promissora na produção de soja. “Isto representa metade do porão de um navio somente com soja da região de Chapadinha”, contabiliza.

Segundo Ambrósio, o trecho tem reconhecimento nacional em relação à cultura de soja. A pretensão dos associados da entidade que dirige é colocar a região no mapa brasileiro da produção agrícola de grãos, nos próximos anos. Lamenta apenas que dos 1,5 milhão de hectares de área (considerando o Baixo Parnaíba e o Alto Munim e a sobra das áreas dos municípios que constituem essas regiões) a disponibilidade para plantio seja de “apenas” 160 mil hectares.

A área agricultável dessa nova fronteira agrícola, vocacionada para produção mecanizada de grãos (soja, milho, arroz) estende-se por 12 municípios: Chapadinha, Buriti, Anapurus, Mata Roma, Brejo, Santa Quitéria do Maranhão, Milagres, São Bernardo, Magalhães de Almeida, Urbano Santos, São Benedito do Rio Preto e Água Doce do Maranhão.

FRONTEIRA - “Outras áreas na região (incluindo Barreirinhas) por causa do solo arenoso são incompatíveis com qualquer atividade agrícola. Para Caxias e Aldeias Altas também o cultivo de grãos se mostra inviável. É mais fácil plantar cana-de-açúcar, que, aliás, já é cultivada em Coelho Neto. Há uma ocorrência de soja em Afonso Cunha, na região dos Cocais (fora do perímetro de Chapadinha, portanto), com um produtor plantando dois mil hectares”, informa o presidente. Mas ele reclama da presença de animais nas lavouras, causando prejuízo aos agricultores.

Médios e grandes criadores de animais causaram problemas aos produtores de grãos, mesmo antes dos experimentos com soja, informa o presidente da Apacel. Ele destaca a grande contribuição que os recém-chegados produtores de soja dão aos lavradores tradicionais. E a luta para mostrar que pelo benefício econômico da região os criadores devem manter seus rebanhos presos, evitando danificar as “roça de toco” ou os campos agrícola de grãos.

“A existência de gado solto é danosa e antieconômica. Um produtor que pede dinheiro ao banco para plantar uma roça gasta 30% do financiamento com mão-de-obra para cercar a plantação. Isto onera o custo de produção. E alguns constatam que não podem fazer agricultura mecanizada em área cercada. Daí a luta para mudar a relação com os criadores: roças abertas e gado cercado”, conta.

DENÚNCIA - As cercas existentes nas plantações locais estendem-se por mais de 700 quilômetros. Como forma de inibir os confrontos entre criadores e produtores estes ofereceram aos donos de animais o material das cercas. Os beneficiários ainda não responderam se aceitam a oferta.

Em Belém do Buriti estão plantados 100 hectares de arroz em área aberta. Num dia de Agrocampo os benefícios da lavoura em área aberta foram apresentados aos lavradores. Aos criadores que aceitaram o convite para conhecer a plantação foi explicada a vantagem de se juntarem as forças produtivas da região para melhor aproveitamento econômico das riquezas locais e a promoção social das populações envolvidas com a atividade rural.

Os produtores rurais acreditam que a conciliação está próxima. “Antes os prefeitos privilegiavam os criadores, não ligavam para os seus desmandos. Agora, há administradores municipais valorizando o trabalho de quem planta. Existe uma consciência maior, também dos criadores, sobre os prejuízos que animais soltos causam à economia regional”, comenta o presidente da Apacel.

Ambrósio comenta que animal solto também é fator de risco para a população interiorana. Ele fala dos muitos acidentes nas estradas e de ataque a pessoas por parte de animais bravos. Comenta que até uma juíza de Direito acidentou-se quando dirigia pelas estradas locais. E sugere levantamento nos hospitais da região para que se conheça o perigo que ameaça a todos com o livre trânsito dos animais.

Outra denúncia corrente na região dá conta de que muitos donos de animais não têm terra e contratam “vaqueiros” para circularem com suas reses pelas estradas e trilhas em busca de pasto. Como não têm imóveis rurais são “fazendeiros ambulantes”.

CADEIA - O presidente da Apacel destaca a parceria dos produtores mecanizados com os tradicionais como de grande valia para os resultados na produção. Revela a existência de lavouras mecanizadas em Brejo (200 hectares de arroz), Buriti (100 ha), Mata Roma e Anapurus (500 ha nas duas cidades) e Chapadinha (sem área revelada).

Sobre a soja, principal produto da frente agrícola, Ambrósio informa que ela é o primeiro elo de uma cadeia de agronegócio que pode incorporar negociantes, comerciantes e empresários urbanos.

Informa que dos subprodutos dela obtidos destaca-se a ração rica em proteína que (associado ao milho) serve ao frango. Pode-se também produzir manteiga e óleo. A ração citada pode também servir ao incremento da produção de aves, peixes, caprinos, suínos. Essa cadeia assegurará emprego o ano todo. Exemplifica que a produção de 60 mil toneladas de soja pode resultar em 30 mil toneladas de carne, empregando mais de 1.500 famílias na produção de alimentos.

Para driblar a impossibilidade que enfrentam nesse momento de conseguir esses objetivos, estudam-se parcerias com o Sebrae-Ma e o Inagro, destinadas a mostrar aos empreendedores as oportunidades diversificadas que a região oferece em termos de agronegócio. “E mesmo aos que morando aqui ainda não descobriram a fórmula de aproveitar economicamente o potencial a ser explorado”.

PULVERIZAÇÃO - A pulverização aérea, técnica em uso crescente na região, preocupa parte da população, mas o presidente da Apacel ajuda a diminuir os temores. “O uso desse material (inseticidas, fungicidas etc.) requer atenção especial. E as aplicações que estão sendo feitas são cercadas de todo cuidado e por pessoal capacitado”, conta.

O trabalho obedece a regulamentações do Ministério da Agricultura e de órgãos fiscalizadores do meio ambiente, que vão do uso dos produtos até à destinação final das embalagens. A técnica é segura porque usa máquinas especiais e é aplicada a cerca de dois metros de altura das plantações. São utilizados equipamentos de última geração que evitam desperdício e aplicação indiscriminada.


Imprimir esta páginaEnvie esta página para um amigo Ir para o Topo
Links Patrocinados


© 2005 - 2006 Correio dos Municípios Ltda.
Rua Graça Aranha, 92 - Centro - 99626-850 - São Luís - MA
WEZ

Inclusão: 30/05/2006 - Alteração: 30/05/2006