O gerente regional da Bunge Maranhão, Piauí, Tocantins e Pará, Amarildo Postinger, acredita que com os recursos liberados pelo governo federal para minimizar a crise na agricultura o Brasil reunirá condições de retomar o processo de desenvolvimento na produção de grãos, especialmente a região sul do Maranhão. Ele, porém, defende uma redução da excessiva carga tributária e uma política cambial socialmente justa.
Amarildo Postinger disse que a carga tributária cria dificuldades para os produtores na compra dos insumos, de maquinário e equipamentos agrícolas, principalmente porque os empresários do campo têm de buscar financiamento junto aos órgãos públicos. Ele avalia que caso não existissem as tradings, dificilmente a região teria alavancado o que alavancou nesses últimos anos na produção de grãos.
O gerente confirmou a participação da Bünge na realização da 7ª Feira Agrícola de Balsas (Agrobalsas), a maior do Maranhão, com a exposição de fertilizantes. Frisou que será uma participação mínima porque a crise que castiga a agricultura - estima-se que a região sul sofreu uma quebra em torno de 20% na produção de grãos - também afeta a empresa. “Evidentemente, quando o setor do agrobusiness entra em decadência, afeta principalmente o produtor e aqueles que trabalham diretamente com o agricultor, como o comércio e a indústria”, afirma.
REDUÇÃO - Otimista, ele diz que a Agrobalsas não será um fracasso. Em sua opinião, deve haver maior participação do pessoal porque, em termos de feiras, está havendo uma redução de negócios, como aconteceu recentemente na região do Goiás. Segundo ele, houve pouca comercialização porque o produtor não tem condição de fazer investimento neste momento de colapso.
Para Amarildo Postinger os recursos liberados para o setor agrícola, pelo governo federal, deverão criar condições que possibilitem acreditar que o Brasil tem condição de retomar o processo de crescimento na produção de grãos. Observa, contudo, que o processo depende de uma série de fatores.
Apesar da crise, ele garante que a Bunge é uma empresa sólida. “A Bunge foi uma das primeiras empresas a fincar os silos na região sul do Maranhão e, mais do que nunca, está ao lado e financiando os produtores há muitos anos”, afirma.
E acrescenta ainda que este apoio é mais do necessário quando os produtores passam por dificuldades como o aumento no preço do óleo diesel, que subiu demais, problemas de transporte, porto, uma série de fatores que estão inviabilizando a agricultura, principalmente a carga tributária que onera a atividade do produtor.