O presidente do Clube de Diretores Lojistas de Balsas (CDL), João Batista da Penha, manifestou sua solidariedade às manifestações dos produtores de grãos, que promoveram um ato público de protesto contra a política econômica do governo federal.
Ele disse que decidiu apoiar o movimento dos produtores de soja que buscam uma solução para a crise que atinge o setor. “Balsas precisa da união dos comerciantes com os agricultores para superar este difícil momento que a cidade está passando”.
Batista Penha frisa que os comerciantes foram os primeiros a sentirem os reflexos da crise, em função das demissões nas empresas de agronegócios e, consequentemente, com o desaquecimento da economia. Ele avalia, com tristeza, que os comerciantes também serão obrigados a demitirem funcionários. “A crise atinge também o comércio varejista devido a falta de circulação de riqueza, pois a produção de soja e outros grãos representam o carro-chefe da economia da região”, salienta.
João Batista da Penha também critica o excesso de vendedores ambulantes nas ruas centrais de Balsas. Ele chamou a atenção das autoridades para que busquem uma solução para o problema. Segundo ele, o mercado informal é composto por “visitantes” que não pagam impostos, além de não gerarem emprego e renda.
Ele reclama que nos festejos anuais as ruas de Balsas são invadidas por vendedores ambulantes oferecendo mercadorias de baixa qualidade. Ele diz que o comércio informal gera divisas, provoca um caos e deixa a cidade depois das festas. Em consequência da invasão dos ambulantes o comércio reduziu a contratação da mão-de-obra, conta.
Para o presidente do CDL, a Feira Agrícola de Balsas (Agrobalsas), que entra este ano na sua sétima versão, é a vitrine da agricultura da região de Balsas e, por tanto, não pode perder o seu brilho. “A festa tem de acontecer com o apoio do comércio, agricultura e da população”, diz com a esperança que o evento possa provocar um pequeno crescimento na economia da região.