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- Pacote agrícola do governo frustra produtores do Estado


Publicada em: 30 de maio de 2006
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O presidente do Sindicato dos Produtores Rurais Balsas (Sindibalsas), Helmiton Alves, disse que não acredita nos resultados efetivos do pacote agrícola, divulgado pelo presidente Luís Inácio Lula da Silva, porque não registra avanços significativos. Ele frisa que as medidas contidas no pacote são apenas paliativas e não atendem aos anseios dos empresários do campo, que enfrentam uma grave crise.

Para Helmiton Alves, em relação à região Nordeste, o pacote possibilita a prorrogação para cinco anos de 80% das dívidas do custeio para quem estiver adimplente a partir de 2004. “Isso é um normativo que já existia no manual de crédito rural e que estabelece um mínimo para ser pago e um máximo para ser prorrogado. Essa medida, praticamente, cumpre um normativo que já existia”, frisa.

Quanto aos R$ 50 bilhões anunciados pelo governo federal, ele lembra que, na verdade, todo ano existe o Plano Safra em que o governo empresta dinheiro e, depois, esse recurso retorna para o caixa. No ano anterior, foram emprestados R$ 40 bilhões e, esse ano, foram anunciados R$ 50 bilhões.

AUMENTO - Para ele, ocorreu apenas um aumento de R$ 10 bilhões que o governo está retirando dos investimentos e dirigindo para custeios. Ele opina que esses recursos não significam uma medida nova, mas um empréstimo que retorna para o governo. “É um dinheiro que é pego para plantar a lavoura, depois de colher, é pago novamente”, critica.

Alves diz que, novamente as medidas são paliativas e não atendem aos anseios da classe agrícola. Lembrou que os produtores encerraras a manifestação, à beira da pista, justamente, para ter um tempo para analisar com frieza e cautela as medidas do governo. Segundo ele, as medidas não atendem as ansiedades dos produtores.

Helmiton Alves destacou ainda que os produtores solicitaram ao governo 20 anos para renegociação dos débitos contraídos, sobre os preços de insumos e máquinas altíssimos, numa especulação de mercado. “Débito paga-se com lucro, mas este lucro vai ser baseado em cima de patamares baixíssimos e, por isso, precisaríamos de 15 a 20 anos para se reescalonar esses débitos referentes a custeios e investimentos”, afirma.


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Inclusão: 30/05/2006 - Alteração: 30/05/2006