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- Agrobalsas tem trilha de sucesso


Publicada em: 30 de maio de 2006
Ajustar Fonte: AAA

Em sete anos consecutivos de sucesso, reunindo um público expressivo a cada evento, a superintendente da Fundação de Apoio à Pesquisa do Corredor de Exportação Norte (Fapcen), no Maranhão, Gisela Introvini, faz uma retrospectiva vitoriosa da maior feira de agronegócios do Maranhão.

Ela lembra que a primeira Feira Agrícola de Balsas (Agrobalsas) foi realizada em 2000 e surgiu da necessidade de transformar o Dia de Campo, que acontecia na região, em um megaevento. Foi também uma proposta das indústrias de máquinas e equipamentos agrícolas, que desejavam realizar um volume maior de negócios durante a feira. Na época, eram feitos com muito brilhantismo os blocos demonstrativos das culturas e ciclos de palestras, de forma aleatória com vários pesquisadores.

Explica que a idéia maior era reunir os três segmentos em um só evento. Com isso, no prazo de uma semana, os produtores poderiam conhecer amostras dos produtos, máquinas, equipamentos e os principais insumos da agricultura. Bem como as culturas cultiváveis híbridas à disposição dos produtores.

PALESTRAS - Ao mesmo tempo tinham oportunidade de participar do ciclo de palestras feitas por pesquisadores de diferentes assuntos, reunindo um público de políticos, produtores, estudantes e empresários rurais. Para a primeira feira foram pesquisados temas discutidos em diferentes feiras de agronegócios do país, que foram levados para a região sul do Maranhão para complementar as informações, trazer e implantar novas tecnologias de acordo com as condições de clima e solo.

Gisela Introvini reconhece as dificuldades para promover um evento dessa magnitude, principalmente em época de crise e fatores atípicos, como a localização no sul do Estado, falta de infra-estrutura adequada como a pouca oferta de vagas em hotéis para abrigar os investidores, um aeroporto que deixa a desejar, além das estradas em péssimas condições de trafegabilidade. Contudo, apesar dos pontos negativos a Agrobalsas tem atraído investidores e visitantes de outros Estados para participar do evento, atraídos pelo potencial da região.

GARRA - Sobre a realização da feira em tempo de crise financeira, ela diz que a iniciativa demonstra a garra dos organizadores e dos produtores. A realização do evento, segundo ela, é também uma forma de protesto salutar dos produtores que conhecem do assunto que estão reclamando.

Para Gisela Introvini a solução da crise financeira, gerada pela política cambial e que ameaça à cultura da soja, estaria em convidar um expert para falar sobre o assunto e o caminho que deve ser percorrido.

“Num momento de crise, mais do que nunca, temos que repensar o presente para planejar o futuro. E é isso que a Agrobalsas se propõe, através dos diferentes debates que a comissão organizadora planejou para a próxima edição”, diz.

Apesar das dificuldades, ela conta que como organizadora não mede esforço para que a feira alcance completo êxito, porque tem esperança no futuro. Diz que as vezes se considera uma sonhadora, mas quando os sonhos se concretizam ela se considera uma otimista. Para ela, “crise representa mudanças e quando isso ocorre é preciso rever com outros olhos, principalmente porque envolve a questão financeira e gera um ambiente de desconforto”, afirma.

OTIMISMO - A superintendente Fapcen no Maranhão se mostra otimista com a promoção de mais uma edição da Agrobalsas, principalmente porque as pessoas envolvidas com o evento estão no firme propósito de modificar a região e acreditar no potencial agrícola do país com uma nova visão.

Sobre as adversidades climáticas e a política cambial, ela diz que os produtores não devem desanimar e que é necessário fazer uma revisão das leis brasileiras.

Para orientar os produtores, serão realizados vários painéis citando como exemplo a palestra de Pratini de Moraes, que vai falar sobre política cambial e repassar idéias para um cenário futuro; no setor de infra-estrutura, abordando energia e estradas na região, os esclarecimentos serão dados pela Cemar e os secretários de Estado que poderão ser questionados pelos produtores sobre os planos do governo, sem intermediação.

Serão abordados ainda outros temas como “Condições climáticas e o comportamento das culturas” que deverá esclarecer também uma série de fatores e o que deve ser feito para garantir as produções futuras.


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Inclusão: 30/05/2006 - Alteração: 30/05/2006