Desde o ano de 1999, os laboratórios de Química de Solos e de Física de Solos, do Núcleo Tecnológico de Engenharia Rural-NTER, que pertence ao Centro de Ciências Agrárias – CCA da Universidade Estadual do Maranhão participam do Programa de Controle de Qualidade de Laboratórios, com o Sistema IAC de Análises de Solo, atualmente chamado de Ensaio de Proficiência IAC para Laboratórios de Análises de Solo para Fins Agrícolas.
Esse programa tem por objetivo promover melhorias na qualidade das análises de solo, uniformizar métodos e procedimentos de análises, bem como adequar às estruturas dos laboratórios. Na verdade, trata-se de uma importante e conceituada avaliação, que serve para determinar a permanência e o melhoramento de laboratórios que atuam nessa área.
Segundo o engenheiro agrônomo Júlio César de Sousa Martins, que é gerente do Núcleo, em 2004, a Uema conseguiu readquirir os selos de qualidade para os dois laboratórios, perdidos em 2003. “Obtivemos, na ocasião, conceito “B” para o Laboratório de Química de Solos, com índice de eficiência igual a 84 e o inédito conceito “A” para o Laboratório de Física de Solos, com índice de 90. Com estes conceitos, nossos laboratórios ficaram, na classificação geral, entre os 89 laboratórios de todo o país e do exterior, e em décima quarta e décima colocação, respectivamente”, acrescentou ainda.
ENSAIO - Já em 2005, dos 90 laboratórios do país e do exterior, participantes do Ensaio de Proficiência, 82 concorreram aos selos do programa, no conjunto analítico de análises Básicas (MO, pH, H+Al, P, K, Ca, Mg, Al e S- SO42-) e o Laboratório de Química de Solos, da Uema, obteve o índice de eficiência igual a 92, classificando-se na oitava colocação, com o inédito conceito “A” . No conjunto analítico de Granulometria, participaram 46 laboratórios e o Laboratório de Física de Solos da Uema, obteve índice de eficiência igual a 86, ficando na décima segunda colocação, com conceito “B”.
“Mais uma vez, com os ótimos resultados alcançados em 2005, nossos laboratórios se sobressaem entre os melhores do Brasil e isso se deve novamente ao empenho, dedicação e ao trabalho de toda nossa equipe técnica /administrativa do Núcleo Tecnológico de Engenharia Rural-NTER, e em especial aos chefes dos laboratórios de Química de Solos, o químico João Reis e do de Física de Solos, o técnico Josael Diniz, e ainda ao apoio do Centro de Ciências Agrárias-CCA/Uema”, afirma o Diretor do CCA, Benedito Gonçalves Lima.
Além do desempenho dos servidores, a Universidade se preocupou também com as melhorias na infra-estrutura. Para isso, realizou algumas obras, como: a ampliação da área da sala do Espectrofotômetro de Absorção Atômica, a nova instalação elétrica e aterramento; construção da caixa d´agua e melhoria na qualidade da água com instalação de filtros, aquisição de transformador, com maior potência para estabilizar a energia elétrica; compra de equipamentos laboratoriais; manutenção corretiva do Espectrofotômetro de Absorção Atômica; construção da central de gases, casa do compressor de ar; readequação de sala para o almoxarifado de reagentes; melhoria na recepção de amostras e na secretaria do núcleo.
SERVIÇOS - A equipe técnica do Núcleo recebeu uma capacitação, com a ida de três servidores dos laboratórios, ao Instituto Agronômico de Campinas, o que contribuiu efetivamente para a obtenção dos selos de qualidade nos anos de 2004 e 2005.
Os laboratórios de Química de Solos, de Física de Solos e o de Nutrição Mineral de Plantas, além de apoiarem a comunidade acadêmica da Uema, na área do ensino, pesquisa e extensão, prestam serviços aos produtores agropecuários, cooperativas, empresas agropecuárias etc; realizando análises químicas de solos, físicas de solos, de água para irrigação e para aqüicultura, de solos para aqüicultura, de calcário e outras, cobrando um preço baixo pelos serviços, colaborando assim, para o desenvolvimento do setor agropecuário do Estado.
“A prestação desse serviço à comunidade, ainda é tímida. Atendemos uma pequena parcela de produtores, considerando o grande potencial agropecuário do Maranhão. É preciso uma maior divulgação das nossas atividades e fazer chegar aos produtores agropecuários, o quanto é importante conhecer o seu solo, para produzir com mais eficiência e melhorando sua produtividade”, finaliza o gerente do NTER.