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- Morte de Leocádio é elucidada e revolta povo de Buriti Bravo


Publicada em: 15 de abril de 2006
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Uma multidão revoltada depredou e ateou fogo a casa do ex-prefeito, de Buriti Bravo, Wellington de Jesus Fonseca Coelho, depois de tomar conhecimento que ele foi indiciado no inquérito como o autor intelectual do assassinato do ex-prefeito João Henrique Borges Leocádio, executado a tiros no dia 10 de março do ano passado. O crime, com nítida motivação política foi praticado pelos assassinos confessos Marcos Alves de Sousa, o Marcão, e Itamar Costa, presos desde o ano passado.

O inquérito que aponta o ex-prefeito Wellington Coelho como o autor intelectual do assassinato do ex-prefeito de Buriti Bravo, João Leocádio foi elaborado, durante mais de um ano, pelos delegados da Polícia Civil José Maria Melônio, Daniel Brandão e Wang Chao Jean, e entregues recentemente à juíza Karla Jeane Matos. O Ministério Público deve se manifestar na próxima semana sobre o inquérito da polícia que apura a morte do prefeito de Buriti-bravo.

Em meados de abril, o inquérito policial foi lido pelos três delegados, em praça pública na cidade de Buriti Bravo com a presença de mais de três mil pessoas. Depois que o povo soube da verdade, uma multidão revoltada ateou fogo e depredou a casa de Wellington Coelho.

A viúva de João Leocádio, Arlete Leocádio, teve acesso ao inquérito e disse que Wellington Coelho foi apontado como o mandante do assassinato do seu marido. Segundo a polícia, Leocádio foi encontrado morto na tarde de 10 de março de 2005, por Vicente Freitas Pereira. Ele retornava de bicicleta do trabalho pela estrada de Gameleira quando ouviu disparo de revólver. Ele ainda viu um automóvel na estrada com o motor desligado e os vidros fechados.

O deputado Rubem Brito, que vem acompanhando o caso, exigiu que o Ministério Público Estadual (MPE) solicite a prisão preventiva do ex-prefeito de Buriti Bravo, Wellington Coelho, apontado por um inquérito policial como o mandante do assassinato do prefeito de Buriti Bravo.

Para Rubem Brito, o MP está no dever e na obrigação de pedir a preventiva de Wellington Coelho, para que ele não possa dificultar, mais ainda, a ação da Justiça e continue sendo uma ameaça do município de Buriti Bravo, sob pena da população se revoltar e fazer justiça com as próprias mãos.

Na opinião do parlamentar do PDT, se o ex-prefeito Wellington Coelho continuar gozando de liberdade, pode muito bem atrapalhar a ação da juíza da Comarca de Buriti Bravo, Karla Jeane Matos, com quem se encontra o inquérito policial.

“Wellington Coelho deve ter muitos amigos influentes no meio político. Os jornais noticiaram que ele declarou que esteve no gabinete do deputado federal Sarney Filho e almoçou no restaurante da Câmara Federal, na tarde do dia 10 de março, quando o prefeito João Leocádio foi covardemente assassinado perto do aeroporto de Buriti Bravo”, afirmou Rubem Brito. A versão foi confirmada por uma caravana de prefeitos maranhense que visitou Brasília no dia do crime.

ARTICULAÇÃO - O ex-prefeito de Buriti Bravo, Wellington de Jesus Fonseca Coelho já havia sido citado anteriormente em um relatório como o mandante e articulador da morte do prefeito João Henrique Borges Leocádio.

O relatório preliminar foi elaborado pelo delegado Paulo Márcio Tavares da Silva. Foram citados também os nomes de Antonio Marcos de Sousa e Itamar Costa da Silva como os autores direto do crime.

Na época, Wellington Coelho afirmou que o relatório preliminar do inquérito policial não apresentava nenhum prova do seu envolvimento no caso, nem o indicava como sendo autor intelectual do citado homicídio. A farsa foi desmontada.

A notícia de seu indiciamento provocou surpresa e indignação ao ex-prefeito. Ele tomou conhecimento em primeiro mão através de mensagens transmitidas via Internet sobre seu suposto indiciamento em crime de homicídio. “Chegaram a espalhar pela cidade de Buriti Bravo boatos de que eu teria sido preso em plena Praça João Lisboa, em São Luís”, contou Wellington Coelho.

PAGAMENTO - Em nota distribuída à imprensa, o ex-prefeito de Buriti Bravo tentou esclarecer alguns pontos do relatório. Sobre o depósito no valor de R$ 5 mil feito em nome do indiciado Marcão, Wellington Coelho revela tratar-se de pagamento de parcela da dívida relativa ao fornecimento de combustível pelo posto Atlanta, durante o ano de 2004, destinado à prefeitura e também ao cidadão.

O ex-dirigente municipal ressaltou que a quantia não tem destaque no montante efetuado em parcelas anteriores onde os valores foram muito superiores.

Já sobre o empréstimo da F-250, de sua propriedade, ao proprietário do Posto Atlanta, indicado na morte de João Leocádio, ocorreu em uma situação em que não podendo esboçar reação, consentiu que Marcão, aparentando sinais de embriaguez, utilizasse o veículo. “A devolução do veículo foi feita logo de imediato”, lembrou Wellington Coelho.

O ex-prefeito de Buriti Bravo se disse também surpreso com a atitude parcial adotada pelo delegado Paulo Márcio, que deu publicidade ao relatório aparentemente marcado por uma visão tendenciosa e inconclusa, contrariando o caráter sigiloso do inquérito policial. Mais estranho achou ainda pelo fato do delegado Paulo Márcio, no momento, não fazer mais parte do comando do inquérito.


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Inclusão: 05/05/2006 - Alteração: 06/05/2006