O prefeito César Mendes entregou à população de Engenho do Lago novo poço artesiano, garantindo abastecimento de água potável à comunidade. Ele promoveu completa reestruturação do sistema e ampliou o número de ligações domiciliares – água potável direto nas casas do povoado. A comunidade de Cumaru já havia sido beneficiada no atual governo municipal.
Mendes considera que estes são ganhos importantes na política de saneamento básico que ele elegeu como uma de suas metas administrativas. Lamentou que os moradores de Engenho do Lago tenham sofrido falta de água nos primeiros meses da sua gestão, embora tendo um poço artesiano. “Só vim a saber do problema do poço no final de minha campanha à Prefeitura. Mas agora promovemos o resgate dessa situação”.
Dignidade - A situação encontrada na escola de Engenho do Lago também foi motivo de lamento pelo prefeito. Ele descreveu o quadro anterior: prédio sem banheiro, com dejetos espalhados em toda a parte, “uma falta de higiene medonha”.
Mas comemorou: “Hoje temos banheiros, fossa, enfim, instalações dignas para professores e alunos”. O prefeito anteviu a aprovação do Conselho Tutelar e dos agentes de saúde para o trabalho realizado em prol da comunidade. E aos presentes resolveu contar a história do poço.
Superfaturamento - Segundo Mendes, há seis anos foi recebida verba de R$ 42 mil para perfurar o poço. Ao final do trabalho constatou-se que a água era salgada. Mas nenhuma providência foi tomada e tudo ficou “por isso mesmo”. Ele acredita que o serviço no poço poderia ter custado três mil reais à época.
Mendes revela que durante um comício seu assessor Sebastião informou-lhe sobre o problema do poço. Isso no final da campanha para a Prefeitura, em 2004. Na hora ele comprometeu-se em solucionar a questão. E agora entregou o serviço de abastecimento de água da comunidade completamente reformulado.
Prioridade - A água, potável e saudável, é distribuída por intermédio de uma rede de 25 canos (e não mais 17, como a que foi encontrada). Os serviços foram bancados com recursos da Prefeitura. “E foi preciso sacrificar outro compromisso para dar esse conforto aos moradores do Engenho do Lago”, informa o prefeito. Ele adiantou que todas as despesas com o funcionamento do poço serão de responsabilidade da Prefeitura. “As pessoas não precisarão pagar nada”.
Itinerância – Depois de descrever o serviço profissional efetuado em relação do poço, Mendes destacou o trabalho social que desenvolverá durante o mandato. Com efetiva participação popular e eleição de prioridades ditadas pela população em encontros freqüentes e nas próprias áreas onde moram.
É o projeto da itinerância (instalação do governo municipal nos povoados durante curtos períodos). Na ocasião são debatidos assuntos de interesse da comunidade. Como resultados dessas reuniões famílias carentes já receberam barro e areia para edificação de moradias, mais de 200 pessoas asseguraram os benefícios da Previdência sem precisar sair de Porto Rico (equipe da autarquia atende no próprio município e os benefícios são garantidos em questão de dias; antes precisavam deslocar-se a Pinheiro e aguardavam meses por uma resposta). “Se precisassem ir a Pinheiro nossos candidatos a benefício não seriam mais de 120 em um ano; aqui foram 200 em 15 dias”.
Balanço - Durante a explanação em Engenho do Lago o prefeito informou que mais de 300 pedidos de aposentadorias estavam prontos para serem analisados pelo INSS até o final de 2005; que 50 pessoas com problemas de visão haviam recebido óculos nos últimos dias; que mais de 300 pedidos do PRONAF (Programa de Agricultura Familiar) de mil reais foram aprovados, “independente dos lavradores terem ou não votado em César”.
César Mendes enfatiza que seu governo trabalha com seriedade, honestidade e transparência. Mantém aberto o prédio da Prefeitura de 2ª a 6ª das 8 às 12 horas (“diferente do mandato anterior quando o prédio não era aberto diariamente”). A prefeitura já forneceu 30 mil xerox de graça (“antes, quem era eleitor de César não tinha direito a xerox”). A itinerância ajuda o prefeito a conhecer de perto os problemas da comunidade, listar as prioridades em obras e serviços e aplicar de forma racional os recursos limitados a que o município tem direito no bolo orçamentário nacional.
César Mendes lamenta não ter podido iniciar o projeto de construção de 50 casas populares porque o dinheiro não foi liberado; de não haver iniciado o trabalho nas vicinais de Engenho do Lago-Remanso e Cumaru-Rabeca, obras para as quais precisa de ajuda externa; de ainda não ter projetado a avenida e a praça. Em relação ao posto médico do Engenho do Lago ele disse que as obras começarão em janeiro, pois para isso investirá recursos municipais. “A marca desta administração será o trabalho, voltado para a melhoria da qualidade de vida e a promoção de emprego e renda. Dessa forma, prepararemos nossa mão obra para os desafios do futuro e daremos conforto social àqueles que já deram sua contribuição para o engrandecimento de Porto Rico do Maranhão”.
A reintrodução do sururu
A recriação de sururuzais em áreas de Porto Rico do Maranhão é meta incentivada pela administração César Mendes. O prefeito pretende reintroduzir o molusco na biodiversidade local para retomar o extrativismo como atividade sócio-econômica e interromper o declínio da produção de peixes e camarões, protegidos e alimentados pelo sururu.
Em épocas passadas foram numerosos os bancos de sururu-de-pasta (mytilus falcata) na região. Gradativamente foram esgotados pela desenfreada atividade extrativista, feita de forma artesanal e desrespeitando o período de renovação das crias - a desova. Tanto para fins comerciais como para atender à subsistência das famílias envolvidas na coleta.
Metodologia – Por iniciativa do prefeito, os biólogos Isabela Neiva Moreira (professora e mestranda em Biodiversidade e Conservação) e Walter Muedas (professor-doutor em Engenharia de Produção) estudaram o ambiente e fixaram as diretrizes do plano de reintrodução de sururu-de-pasta em Porto Rico.
De bancos próximos – baías de Mangunça e Cumã – serão trazidas matrizes que desovarão nos igarapés onde antes havia os criatórios naturais com o objetivo de criar novas colônias. Serão os focos de disseminação para repovoamento dos moluscos.
Paralelamente será criada uma reserva extrativista (resex), na qual gestores (integrantes de associações, colônias e secretarias) orientarão o manejo extrativista, gerenciarão a reserva e controlarão a coleta. Haverá geração de emprego e renda para a população e ficará assegurada a presença do molusco na biodiversidade local.
Outra iniciativa será o cultivo do sururu com técnica adaptada do cultivo do mexilhão (perna perna). Os novos bancos surgidos ao longo dos igarapés serão berçários dos quais recolher-se-ão as sementes (filhotes) para a engorda em cativeiro. As técnicas respeitarão os princípios do desenvolvimento sustentável.