O secretário adjunto de Desenvolvimento Territorial da Seagro, Paulo Roberto Moreira Lopes, confirma que a Casa de Agricultura Familiar (CAF), criada pelo Governo José Reinaldo, resgatou a atividade agrícola no Estado, principalmente a familiar. As 18 unidades distribuídas por todo o Maranhão voltaram a oferecer pesquisa, serviços de elaboração de projetos, assistência técnica e apoio à comercialização da colheita ou da criação.
“Tudo isso o pequeno produtor rural perdera quando a então governadora Roseana (Sarney) extinguiu o sistema de apoio à agropecuária maranhense. Empreendemos uma luta dura para retomar a confiança do homem do campo, recriar esse mecanismo; mas o fizemos de forma mais ampla do que a exercitada pela Emater extinta, a seu tempo”, informou o secretário.
Caos – Quando o sistema CAF foi criado, em 2002, a atividade rural no Maranhão estava um caos. A produção e a produtividade apresentavam níveis vexatórios. A queda comprometeu as cultural alimentares do Estado. Com a CAF, o Sistema de Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural, que também fora extinto e estava sendo restabelecido, pode transformar a realidade rural maranhense.
Hoje. Graças à CAF, o Maranhão pode usufruir de todos os mecanismos oferecidos pelo Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (PRONAF) e os serviços de organização complementares. O governo promove o desenvolvimento rural sustentado e incentiva o trabalhador rural a atuar de forma diversificada. “E os resultados são satisfatórios”, comemora o secretário.
Formato – Paulo Lopes explica o formato sob o qual atua a Casa de Agricultura Familiar: para trabalhar a família do agricultor na sua atividade diversificada reúne engenheiro civil, advogado, assistente social, agrônomo, veterinário, técnico agrícola, técnico em pesca. A cada profissional compete dar ao produtor rural uma visão técnica destinada a colher melhores resultados na atividade.
Dependendo da região onde o produtor atua ele recebe informações e orientações para o exercício da atividade. Um homem do campo residente em Alcântara tem trabalhada sua vocação agrícola, pesqueira e/ou extrativista. Também passou a merecer atenção o artesão rural. “Dessa forma, a cada um é dada uma estrutura de trabalho adequada aos sistemas produtivos da região. E com isso a gente teve resultados bastante satisfatórios”, contabiliza o secretário.
Resultados – O primeiro grande êxito desse novo formato foi o resgate da demanda do crédito rural no Nordeste. O Maranhão pulou de penúltimo colocado na obtenção de financiamentos para segundo (à frente o Estado da Bahia). O crédito, preferencialmente do PRONAF em todas as suas linhas de apoio financeiro, melhorou em quantidade e em destinação.
É crescente o número de produtores rurais maranhenses beneficiados pelo PRONAF A (destinado ao assentado da reforma agrária), B, Jovem, Mulher, Custeio e Investimento e Agroflorestal. Com isso passou a circular mais dinheiro, influenciando no Índice de Desenvolvimento Humano (IDH). Recursos oriundos de outros programas, como o “Leite é Vida”, também se agregaram à renda do agricultor. Neste, a produção é comprada pelos governos federal e estadual para instituições. Quem tinha dois mil reais de renda e está no programa do leite tem seus ganhos duplicados.
Diverfisificação - O crédito também ganhou outra destinação. Não apenas para lavoura, mas também para a atividade criatória. Principalmente de pequenos animais. A demanda de crédito para a suinocultura aumentou, registrando-se uma elevação de mais de 150%. Também são significativos pedidos de financiamento para caprinocultura e avicultura (aves caipiras).
O produtor, além da lavoura de mandioca, mandioca, feijão, milho, arroz, procura estender sua atividade para multiplicar suas fontes de renda: criação de aves e animais, extrativismo (com destaque ainda para o babaçu) e artesanato. Com a ampliação dos seus rendimentos, o homem do campo tem oportunidade de manter sua lavoura de subsistência (que é tradicional), lucrar comercialmente e comprar bens duráveis para seu conforto.
Perfil – O secretário esclarece que a agricultura familiar é muito importante para o Estado do Maranhão. O território tem perto de 13 milhões de terras agricultáveis de média a excelente qualidade de solo; tem cerca 400 mil famílias de agricultores (a cinco pessoas por família são dois milhões de pessoas), uma considerável e extraordinária força de trabalho.
Pelos resultados, o secretário considera injusto classificar-se o maranhense como preguiçoso. E dá a receita que avalia oportuna: “Ele precisa é trocar saberes, trocar experiência, receber assistência técnica, ter acesso à pesquisa, receber atenção onde quer que se encontre e qualquer que seja sua característica - quilombola, indígena, pequeno agricultor, produtor tradicional”. Paulo Roberto também destaca a as ações do PRODIN, que apóia as atividades rurais com a construção de pontes, abertura de estradas, instalação de sistemas de eletrificação rural e de abastecimento de água, açudagem e outras, que promovem o desenvolvimento rural sustentado.