Os prefeitos brasileiros reuniramse em Brasília para pres sionar o Congresso Nacional e o governo federal, exigindo a aprovação de propostas e mudança de critérios nas relações institucionais entre a União e os municípios. A comitiva maranhense foi liderada por dirigentes da Federação dos Municípios do Maranhão (Famem). E retornou da Capital Federal sem muita esperança de ver o quadro mudado ainda este ano.
Entre as reivindicações estão o aumento de 1% na cota do Fundo de Participação dos Municípios, a renegociação da dívida com a Previdência Social, o estabelecimento de porcentual para o pagamento de precatórios que não comprometa a receita das comunidades e o fim das reduçõessurpresa das transferências constitucionais. A apreciação da pauta foi prejudicada pela crise que envolve o Legislativo e o Executivo. O diretor regional da Confederação Nacional dos Municípios para o Maranhão, Hildo Rocha, afinado com o pensamento do presidente da Famem, Cleo mar Tema, atribuiu ao governo federal a responsabilidade pela situação de caos que assola os municípios, com a criação de artifícios arrecadatórios que impedem a participação dos municípios nos resultados. “Por isso, precisamos continuar pressionando”, conclama Rocha.