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- Colóquio Internacional de Língua Portuguesa


Publicada em: 1 de outubro de 2005
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Coluna de língua portuguesa

Continuação

No caminho de Neera

Ana Lúcia Amaral CURADO Universidade do Minho alcurado@ilch.uminho.pt


Apolodoro (c. 394 – depois de 343 a.C.) serve-se da vida atribulada de uma mulher que pratica a mais velha profissão do mundo – Neera – para acusar um inimigo pessoal e político, marido desta hetera.

In Neaeram é um discurso de acusação cheio de emoção e de pormenores que permitem conhecer aspectos do quotidiano de uma figura feminina e das suas relações pessoais e familiares com o mundo que frequenta.

Apolodoro utiliza Neera para denegrir o cidadão Estéfano. A figura de Estéfano sai diluída nessa tentativa, ao passo que a de Neera sobressai. Apolodoro e o seu cunhado tentam atingir Estéfano através de uma denúncia contra a sua mulher. A oratória e as leis estão intimamente aliadas neste discurso.

Neera é acusada de ter desposado um cidadão ateniense, que a sua condição de estrangeira a impossibilitava de fazer. Estéfano é representado como um pretenso legalista cuja vida privada denunciava a encarnação da ilegalidade. Através de pormenores ofensivos aos costumes, pretendia-se um exagero retórico que denegrisse a imagem pública de Estéfano. A independência e liberdade de Neera contrastava com a dependência de outra qualquer mulher, filha ou esposa de cidadão. Fazendo uso da retórica, dá-se a conhecer os bastidores da vida agitada de uma mulher de vida fácil.

Le voyage épigraphique de Mariangelo Accursio au Portugal au printemps 1527 et ses relations avec les humanistes portugais

Sylvie DESWARTE-ROSA

CNRS, Lyon – France

Au printemps 1527, l’humaniste et antiquaire Mariangelo Accursio (Aquila 1489 – 1546) fait un voyage de deux mois au Portugal, au retour de Saint-Jacques-de-Compostelle où il s’est rendu depuis Valladolid le 20 mars 1527. Il visite ainsi Ponte de Lima, Braga, Vila Nova de Famalicão, Porto, Coimbra où il arrive le jeudi saint et rencontre Francisco de Sá de Miranda, Tomar, Santarem, Lisbonne (21 mai). Féru d’épigraphie, il relève partout des inscriptions antiques.

Accursio est loin d’être un inconnu au Portugal. Il a côtoyé à Rome Francisco de Sá de Miranda et Dom Miguel da Silva. On le connaît aussi à travers ses ouvrages sous ses différentes facettes de philologue, de poète néolatin et d’antiquaire.

Il s’est fait connaître à Rome par le dialogue Osci et Volsci dialogus ludis Romanisactus (Rome, 1513), composé lors la fête donnée Place du Capitole à Rome en 1513 pour la citoyenneté de Giuliano et de Lorenzo de’Medici, frère et neveu du pape.

Il joua un rôle actif dans l’édition des Epigrammata antiquae Urbis (Rome, Jacopo Mazzocchi, 1521), premier grand recueil épigraphique imprimé, y ajoutant au début l’opuscule de Valerio Probo, De notis antiquarum litterarum et à la fin plusieurs pages d’errata.

Il participa aux réunions de poètes de la Curie romaine dans les horti de Hans Goritz : son nom figure parmi les poètes néolatins de la Coryciana, édité Rome, chez Ludovico degli Arrighi, detto Vicentino et Lautizio Perusino en 1524, par les soins de Blosio Palladio, le grand ami de D. Miguel da Silva.

Il publie à Rome sa principale œuvre philologique, les Diatribae (Rome, Marcello Silver, avril 1524), comprenant une série de «castigaciones», c’est-à-dire de corrections, notamment aux textes d’Ausone, de Soline et des Métamorphoses d’Ovide et de nombreuses allusions à l’actualité. Il fit cadeau de cet ouvrage à André de Resende qui écrit au verso de la page de titre de son exemplaire: «Mariangelus Accvrsius Aquilanus/ L. Andr. Resendio/ Lusitano. D. D. »

Majordome à partir de 1522 de deux jeunes princes allemands de la maison des Hohenzollern, le margrave de Brandebourg–Ansbach Johan Albert, et son frère Grumbrecht, venus parfaire leur éducation à Rome, il parcourt avec eux l’Europe du Nord, séjourne en Allemagne, puis de 1525 à 1529 en Espagne, suivant la cour de Charles Quint dans ses déplacements (Tolède, Séville, Grenade et Valladolid).

Nous tenterons ici de retracer le périple d’Accursio à Saint-Jacques-Compostelle et au Portugal au printemps 1527 et nous nous arrêterons plus particulièrement sur cette rencontre avec Francisco de Sá de Miranda à Coimbra.

Sobre o percurso evolutivo dos ditongos aj (
Júlio DIEGUEZ GONZALEZ

Universidade de Santiago de Compostela – Espanha

juliodie@usc.es

É sabido que numa região nor-oriental do espaço linguístico galego-português (correspondente aos distritos administrativos de Lugo e Ourense, na Galiza, e uma área de Trás-os-Montes) se manteve num conjunto de vocábulos o ditongo [aj] onde no resto do território de língua galego-portuguesa surge regularmente [ej], resultado esperável da evolução de [aj] latino-vulgar. Na mesma região surge também [aw] no lugar de [ow] em certos termos e na alternância contextual de outro e autro, resultando a segunda forma da contacção da vogal inicial do indefinido com uma vogal final [a] da palavra antecedente. Esses ditongos derivam das sequências vocálicas [aaj] e [aaw] da língua medieval, que evoluíram para [aj] e [aw] neste espaço, em lugar do resultado normal [ej] e [ow] dos restantes territórios de língua galego-portuguesa.

Os termos afectados na fronteira de palavra sofreram essa evolução em variantes contextuais: é o caso do pronome indefinido àutro, àutra (=a outro, a outra) e do substantivo aira, em que a sequência [aaj] se formou com a vogal do determinante artigo definido antecedente. É paradoxal que estes tenham vindo a converter-se nos testemunhos mais importantes do fenómeno, ao registarem-se em áreas geográficas mais amplas do que as dos vocábulos em que o processo se deu no interior do radical, nos quais seria esperável, à partida, o maior grau de vitalidade.

A explicação dos motivos dessa divergência evolutiva apresenta dificuldades importantes, derivadas do desconhecimento de aspectos essenciais do desenvolvimento histórico desses ditongos.

As possíveis vias explicativas dividem-se, de início, em duas hipóteses principais, com independência do contexto que se considere, interior ou fronteira de vocábulos: (I) que tenha havido umha regressão evolutiva aej>aaj, aow>aaw; (II) que nas sequências aaj aaw os ditongos não tenham evoluído para ej ow porque o impediu o contexto, a primeira vogal do grupo. Na fase final do processo surgem outras duas possibilidades: (I) que tenha havido síncope de uma vogal; (II) que tenha havido crase de duas vogais.

Nesta comunicação pretende-se dar uma explicação dos percursos evolutivos possíveis de acordo com os dados da documentação medieval da região oriental da Galiza.

O gramático e antologista padre Manuel Álvares e o humanismo jesuíta

Agostinho DOMINGUES

Escola Secundária Sá de Miranda

A gramática latina de Manuel Álvares à luz dos princípios do método pedagógico “Ratio Studiorum”. A atenção dispensada pelo autor à língua portuguesa. O latim e os autores clássicos enquadrados nos objectivos militantes da Companhia de Jesus e de seus membros.

Ainda o padre Manuel Álvares enquanto organizador de uma antologia de poemas de Marcial: os méritos e a competência da selecção em face de um auctor impurus, justificados num prefácio da antologia “Martialis Epigrammaton Selectorum Libri Xiiij”, de 1569.

É possível ler Os Lusíadas no Ensino Básico

Isabel Margarida Ribeiro de Oliveira DUARTE

Universidade do Porto

iduarte@letras.up.pt

A comunicação começaria por fazer uma brevíssima história da leitura de Os Lusíadas no ensino do Português. Em seguida, partir-se-ia de uma afirmação de Óscar Lopes sobre a inevitabilidade da análise sintáctica para os alunos serem capazes de ler o poema e justificar-se-ia a imprescindibilidade do entendimento sintáctico para a compreensão do texto. Acrescentar-se-ia um elenco de outros saberes necessários para que o poema possa ser compreendido: lexicais, de história da língua portuguesa, literários, históricos, culturais. Justificar-se-ia a razão de incluir, no estudo do texto, cada um dos campos anteriormente referidos. Por fim, seriam adiantadas algumas propostas: de leituras de excertos e seu enquadramento na arquitectura do poema, de leituras de textos do legado Clássico que podem interagir com e iluminar a de Os Lusíadas, de “leitura para informação e estudo” de diferentes textos (dicionários de mitologia, textos de História, de História da Literatura e de cultura), de trabalho concreto sobre história da língua portuguesa, a sintaxe e o léxico, etc. Por fim, propor-se-ia o percurso que o professor de Português tem de fazer, desde a recolha e a leitura de bibliografia variada, até à leitura cuidada do texto, à escolha dos excertos e aspectos a trabalhar para que os alunos do Ensino Básico não deixem a escolaridade obrigatória sem um contacto feliz com a epopeia, que lhes crie vontade de a ela voltarem.

Implicações morfológicas e valores semânticos da sufixação avaliativa do diminutivo em Português. O exemplo do Falar Micaelense

Rui Miguel Couto FARIA

Universidade dos Açores

rui_de_faria@iol.pt

A morfologia e a semântica lexical são dois domínios da Linguística pelos quais se tem tido um especial interesse. A formação de palavras acarreta um conjunto de mudanças e de fenómenos deveras peculiares para o enriquecimento do sistema linguístico. Neste sentido, propõe-se analisar as implicações morfológicas e os valores semânticos da sufixação avaliativa do diminutivo em Português, particularmente em algumas das variantes dialectais do «falar micaelense». Para isso, afigurou-se necessário que esse trabalho assentasse numa metodologia de tratamento e análise pela consulta de diferentes gramáticas da Língua Portuguesa e pela recolha, através de questionários orientados, de informação junto de falantes nativos de nove localidades da ilha de São Miguel, Açores. Os resultados demonstram que, no âmbito dialectal, há implicações morfológicas assinaláveis na formação de palavras por meio dos sufixos -inho/a, -zinho/a, bem como se conclui haver diferentes valores semânticos aquando da opção por uma ou outras variantes morfológicas.

No domínio da morfologia, há opção por parte do falante no que respeita ao uso duma forma sufixada de valor diminutivo, tratando-se do contexto de discurso oral ou do registo escrito. Concluiu-se que esse fenómeno se verifica devido a dois factores: um primeiro que se prende com a facilidade que tem o falante em derivar palavras através de um dos sufixos do grupo de morfemas apresentado em diversas gramáticas; e um segundo que diz respeito ao facto de haver uma considerável produtividade e alternância desses mesmos sufixos devido a variantes não morfológicas, mas sim semânticas, como sejam factores ligados à escolaridade, à classe social e região de origem do falante.

No plano da semântica lexical, após uma análise constrastiva, chegou-se à conclusão de que o uso do sufixo de diminutivo assume, na comunidade micaelense, um valor etnolinguístico, ou seja, surge grosso modo desprovido dum valor depreciativo e isento de ironia, como é apontado por algumas gramáticas. Assim se confirma a opção dos falantes micaelenses pelo uso dos sufixos –inho/–zinho, pois permitem expressar, quase exclusivamente, um sentimento de apreço e carinho. Esse valor semântico do diminutivo é pouco comum nas variantes dialectais da região continental.

Atendendo, então, à relação sociedade, linguagem e língua que a etnolinguística permite estabelecer, foi, com efeito, interessante e enriquecedor o estudo dessas implicações morfológicas e semânticas sobre a riqueza lexical micaelense, pois é através de fenómenos como esses que uma língua evolui e que se confirma a heterogeneidade de uma comunidade linguística.

Século XVIII – A língua portuguesa no Brasil e o discurso do poder

Leonor Lopes FÁVERO

Universidade de São Paulo e Pontifícia Universidade Católica de São Paulo – Brasil

lplfavero@uol.com.br

A comunicação tem por objetivo estudar a política lingüística implantada no Brasil pelo Marquês de Pombal na segunda metade do século XVIII.

O trabalho se insere no quadro da Historia das Idéias Lingüísticas que, segundo Auroux (1989), abrange todo o saber construído em torno de uma língua em um dado momento, quer como resultado de uma reflexão metalingüística, quer como fruto de uma atividade não explicita.

Os jesuítas possuíam, no Brasil, quando de sua expulsão, dezessete colégios, além de seminários e escolas de ler e escrever (Andrade, 1980). Ao eliminar esse ensino, Pombal sabia que precisava supri-lo, daí a Reforma dos Estudos Menores corporificada no Alvará Régio de 1759, substituindo uma escola que servia à fé, por uma que servia o Estado.

Já, anteriormente, em 1757, o Diretório que se deve observar nas povoações dos índios do Pará e do Maranhão impunha obrigatoriamente o ensino da Língua Portuguesa – a língua do Príncipe – , proibindo, como base fundamental da civilidade, o uso das línguas dos índios e das chamadas línguas gerais – invenção verdadeiramente abominável e diabólica (Silva,1830).

O Diretório intervém no processo de construção da identidade lingüística brasileira, ao reconhecer que há uma diferença entre o mundo português e a colônia, diferença essa que deveria ser eliminada com o uso obrigatório e único da Língua Portuguesa.

O trabalho investiga, em documentos da época, as conseqüências dessa política para a modernização do ensino, a continuidade e expansão das escolas no Brasil, exigidas pela população até então beneficiada pela educação jesuítica e examina o estabelecimento das aulas régias de ler e escrever, especialmente, de grego, latim, filosofia e retórica, cujos conteúdos deveriam basear-se em obras que vinham da Espanha, França, Savóia, Holanda e Saxe.

Ideias pedagógico-didácticas de Amaro de Roboredo

Manuel Gonçalo de Sá FERNANDES

Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro

gsafernandes@utad.pt

A atenção pela historiografia linguística portuguesa cresceu muito nos últimos anos, como testemunham o aparecimento de novas investigações e as reedições de textos linguísticos antigos, em especial sob a responsabilidade do Prof. Doutor Amadeu Torres e alguns dos seus discípulos. No entanto, o século XVII e, em especial, o seu maior gramático da língua portuguesa, Amaro de Roboredo, ainda não mereceram, na nossa opinião, suficiente análise e difusão.

Amaro de Roboredo viveu numa época conturbada, com Portugal politicamente dominado pelos Filipes (1580–1640), e sob a égide da gramática latina de Manuel Álvares (1526–1583), cujo método de ensino-aprendizagem Roboredo demonstrou não satisfazer os objectivos pretendidos principalmente nos primeiros anos de estudo daquela língua clássica. Propôs, por isso, uma nova forma de transmitir os conhecimentos linguísticos, abalando os parâmetros científicos-pedagógicos de então. O seu método do ensino-aprendizagem do Latim continua actual e algumas das suas propostas didácticas ainda hoje são inovadoras.

Por isso, propomo-nos nesta comunicação a analisar algumas das ideias pedagógico-didácticas das línguas mais representativas do gramático português seiscentista Amaro de Roboredo.

Tecnocracia e Humanismo: serão compatíveis?

Raul Miguel Rosado FERNANDES

Universidade de Lisboa

rmrf@netcabo.pt

Technê, ars termos grego e romano para designar uma especialidade que possa iluminar o infinito labirinto da mente humana e a sua potencial produção, preservar ou encantar o Homem, quer abrindo novos caminhos para a melhoria da qualidade da sua existência, quer povoando esse caminho de dispositivos, artísticos, analíticos da natureza e da conservação do passado, que lhe proporcionem a compreensão do mundo em que vive. Pondo de parte a invenção tecnológica destinada a dominar a Natureza que o rodeia, e que tanto o pode ajudar a subsistir, como o pode destruir, muito ligada a essa invenção material, há uma outra que não lhe é oposta mas que é a sua continuação, e se concentra sobretudo na compreensão do que pensa, escreve e lê. Esta última parte encontra-se bem representada na lista díspare, mas que no entanto se completa, que vai desde a Gramatologia ao Legado Clássico na Literatura Renascentista, e que percorre um sinuoso caminho desde a Filologia às concretas Codicologia e Edição de textos, passando por fim pela Retórica e Poética dos Clássicos e Renascentistas.

Temos pois neste programa a ambição de querer atingir um saber quase enciclopédico dentro de conhecida tradição clássica, que naturalmente não se limitava só ao estudo da língua e da literatura, mas penetrava no reino das ciências naturais e por vezes até das ciências exactas. Não vai tão longe a pretensão manifestada, pois circunscreve-se a disciplinas ligadas às litterae humaniores, cuja discussão é indispensável para refrear a tendência actual, a que se pode chamar pós-moderna, se é que alguém sabe o que significa tal termo, e que dentro do sector das letras procura atingir um método ligado à tecnocracia, fechado em si próprio, e que ao contrário do Humanismo, só se explica a si, em si e para si, tentando desconstruir o construído, sistematizando a narração em esquemas narratológicos, deixando de lado as raízes históricas do pensamento humano que chegou até nós encadeado pelos elos da razão, condimentado pelo sentir estético e dedicado ao conhecimento da nossa natureza mortal porque humana. Não sendo uma missão impossível, sem que haja a humilde intelectual necessária dificilmente conseguiremos compatibilizar as ciências humanas que profissionalmente tentamos estudar.

Damião de Góis e os clássicos: vestígios culturais e literários latinos nos Commentarii de Góis

Maria José FERREIRA

Universidade Católica Portuguesa – Braga

mlopes@facfil.ucp.pt

A escolha do título Commentarii para os seus opúsculos sobre temas indianos (Commentarii Rerum Gestarum in India Citra Gangen, 1539 e 1544; Damiani Goes eqvitis Lvsitani, de bello cambaico vltimo commentarii tres, 1549) insere Damião de Góis não apenas na tradição latina da monografia histórica (notabilizada, em formatos e com objectivos diferentes, por César e sobretudo por Salústio), mas também no género dos relatos de actualidade, curtos e algo sensacionalistas, a que a invenção da imprensa deu uma enorme repercussão. De facto, a necessidade patriótica de divulgar em latim, a língua franca da época, os feitos lusitanos, e até de polemizar com os que, por inveja ou com seriedade, atacavam o monopólio comercial português, conduz este, segundo alguns, historiador malgré-lui, na senda dos escritos de actualidade. Em qualquer caso, utiliza um latim cheio de referências literárias e culturais, não tão desprezível como muitos afirmaram.


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Inclusão: 26/11/2005 - Alteração: 27/12/2005