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- Tese de mestrado propõe redução de desigualdades


Publicada em: 1 de outubro de 2005
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Em trabalho apresentado como tese de mestrado para o curso de Agroecologia, Rachel Torquato Fernandes, da UEMA, abordou tema destinado a reduzir as desigualdades sociais no interior do Maranhão. A mestranda, orientada pelo professor doutor José de Jesus Sousa Lemos, secretário estadual de Assuntos Estratégicos, escolheu como campo de trabalho Vitória do Mearim e elegeu o tema “Condições Sócioeconômicas e Degradação Ambiental na Zona Rural de Vitória do Mearim”. Ao ser avaliado, sua produção recebeu nota 9,8.

O orientador da tese disse que o trabalho contribui com a política de desenvolvimento implementada pelo Governo do Maranhão e incentiva outros jovens e buscarem nessa fonte a inspiração para novas abordagens sobre a realidade socioeconômica do interior maranhense e do que fazer para melhor as condições em que vivem seus habitantes.

Investimento - Para motivar os estudantes a buscar esse veio e despertar no homem do interior a auto-estima, o governo estadual tem investido principalmente em saúde, agricultura e produção, políticas públicas que objetivam reduzir as desigualdades sociais das populações que moram em áreas rurais, principalmente em municípios de menor IDH.

Vitória do Mearim, o laboratório de pesquisa escolhido, fica a cerca de 140 Km de São Luís. O trabalho envolveu levantamento dos padrões de qualidade de vida da população rural, avaliação do atual estágio de preservação/degradação da base de recursos naturais, identificação de fatores que possam contribuir para dinâmica desse processo ao longo dos próximos 50 anos.

Foram visitados 14 povoados e entrevistadas 136 famílias. Constatou-se baixos padrões de qualidade de vida no meio rural, baixa renda familiar, tendo a agricultura como base da economia; maioria de posseiros e arrendatários entre os agricultores (sem posse da terra); forte pressão antrópica sobre os ecossistemas naturais pela implantação de pastagens e de roças.

A pesquisa mostrou ainda que o cultivo agrícola objetiva primordialmente produzir alimentos para o consumo da família; que a mandioca é uma das culturas mais plantadas, com maior excedente de produção, destinado à comercialização em mercados locais; que a agricultura itinerante resulta na degradação dos recursos naturais como conseqüência das atividades de corte e queima e é agravada com o aumento da densidade populacional e ausência de alternativas tecnológicas à prática de queimadas Os impactos desse processo afetam negativamente a capacidade produtiva das terras, a produtividade das culturas, a renda das famílias, a qualidade de vida das pessoas, aprofundando os níveis de pobreza no meio rural.

Soluções – A mestranda ofereceu soluções para quebrar o ciclo de pobreza e degradação dos recursos naturais: melhoria da qualidade de vida pela geração de renda e de políticas públicas voltadas para o potencial econômico produtivo da região - pesca, extrativismo e agricultura. Mas sugeriu que as políticas estejam ancoradas nas bases epistemológicas da Agroecologia, equacionadora da viabilidade econômica e ambiental com justiça social. Segundo Raquel as medidas na surtirão efeitos de forma isolada, mas fazendo parte dum contexto maior que contemple a pesquisa, a educação ambiental e a extensão rural.


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Inclusão: 25/11/2005 - Alteração: 27/12/2005